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Endividamento das famílias atinge 49,3% em outubro

Crédito livre às pessoas físicas impulsiona crescimento, elevando endividamento a 49,3% da renda em outubro; ICC atinge 23,7% e inadimplência fica estável em 3,8%

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
2 - Desistir do crédito consignado em 7 diasO direito ao arrependimento do crédito consignado é outra grande inovação para proteção dos consumidores endividados, em especial dos idosos. “Muitos aposentados contratam crédito consignado sem entender os detalhes dessa concessão. E depois, já com dívidas, iniciam um processo burocrático para cancelar este crédito”, explica Farid.Se sancionado pelo presidente, o projeto prevê que todos os aposentados e pensionistas terão direito de desistir do crédito consignado em até sete dias, contados a partir da data de recebimento do contrato, sem necessidade de indicar o motivo da decisão.
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  • Em outubro, o endividamento das famílias ficou em 49,3% da renda, com alta de 0,2 ponto percentual no mês e 1,2 p.p. em doze meses; o comprometimento do orçamento atingiu 29,4% (+0,6 p.p. no mês; +2,2 p.p. em 12 meses).
  • Em novembro, o estoque de crédito total chegou a R$ 7 trilhões, avanço de 0,9%, com crédito livre às pessoas físicas em alta de 1,2% no mês, chegando a R$ 4,4 trilhões.
  • O crédito livre às pessoas físicas subiu 1,3% no mês e 12,4% em doze meses, impulsionado por crédito pessoal, aquisição de veículos e cartão de crédito à vista.
  • O Indicador de Custo do Crédito (ICC) ficou em 23,7% ao ano; a taxa média de juros das novas operações foi de 31,9% ao ano, e a inadimplência da carteira de crédito ficou em 3,8% (estável no mês).
  • O crédito direcionado atingiu 3 trilhões de reais, com alta de 1% no mês e 11,9% em doze meses; o crédito livre às famílias manteve juros médios elevados, em 59,4% ao ano.

O endividamento das famílias atingiu 49,3% da renda em outubro, com alta de 0,2 ponto percentual frente ao mês anterior e 1,2 ponto em 12 meses. O comprometimento do orçamento com dívidas subiu 0,6 ponto, para 29,4%. Dados são do Banco Central e foram divulgados nesta sexta-feira.

O estoque de crédito total alcançou 7 trilhões de reais em novembro, com avanço de 0,9% frente outubro. O crédito às pessoas físicas cresceu 1,2%, já o direcionado subiu 1,0%. Em doze meses, o estoque mostrou desaceleração, variando 9,5%.

O crédito livre às pessoas físicas puxou o crescimento, chegando a 59,4% ao ano na média. Contribuíram para o movimento operações de crédito pessoal, aquisição de veículos e cartão de crédito à vista.

Panorama do crédito em novembro

O estoque de crédito com recursos livres somou 4 trilhões de reais, alta de 0,7% no mês. Entre pessoas jurídicas houve leve queda de 0,1%. Premissas de uso destacado incluem antecipação de faturas de cartão e redução de desconto de duplicatas.

O crédito livre às pessoas físicas subiu 1,3% no mês, com avanço de 12,4% em 12 meses. Impulsionaram o crescimento o crédito pessoal, a aquisição de veículos e o cartão de crédito à vista.

Taxas de juros e inadimplência

A taxa média de juros das novas operações ficou em 31,9% ao ano, aumento de 0,1 ponto percentual. O ICC, indicador de custo, passou a 23,7% ao ano, subindo 0,1 ponto no mês.

A inadimplência da carteira de crédito manteve-se em 3,8% entre atrasos acima de 90 dias, estável mensalmente, com alta de 0,7 ponto em 12 meses. No crédito livre, a inadimplência ficou em 5% no mês.

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