- A Forbes Agro100 2025 reúne as maiores empresas do agronegócio brasileiro, com receita líquida de 2024 totaling R$ 1,886 trilhão, aumento de 3,3% frente a 2023.
- O setor é diverso: Agroenergia, Comércio e Tradings, Cooperativas, Alimentos e Bebidas, Proteína Animal, entre outros, com várias categorias representadas na lista.
- Top 5 da lista: JBS — R$ 416,95 bilhões (Proteína Animal); Marfrig Global Foods — R$ 144,15 bilhões (Proteína Animal); Cargill Alimentos — R$ 109,19 bilhões (Alimentos e Bebidas); Ambev — R$ 89,45 bilhões (Alimentos e Bebidas); Bunge Alimentos — R$ 69,82 bilhões (Alimentos e Bebidas).
- A pesquisa usa demonstrativos financeiros de 2023 e 2024, com dados fornecidos por empresas e pelo sistema de balanços patrimoniais; inclui também informações de recursos humanos.
- Foi destacado que a fusão entre Marfrig Global Foods e BRF ocorreu em 2025, impactando o ranking e o perfil financeiro do setor.
A Forbes Brasil divulgou a Agro100 2025, levantamento que reúne as maiores empresas do agronegócio brasileiro. O estudo aponta faturamento líquido como principal indicador, destacando a importância econômica do setor no país. O crédito não é dado, apenas apresentado.
Em 2024, o conjunto das empresas da Agro100 atingiu R$ 1,886 trilhão em receita líquida, ante R$ 1,826 trilhão de 2023, avanço de 3,3%. A lista mostra diversidade setorial, com Agroenergia, Comércio e Tradings, Cooperativas, Alimentos e Bebidas, Proteína Animal e outros.
A metodologia combinou dados de demonstrações financeiras divulgadas por empresas, além de informações fornecidas voluntariamente. Considera faturamento líquido dos anos de 2023 e 2024 e informações de recursos humanos. A apuração ocorreu para mapear dimensão econômica e estratégica do agronegócio.
Top 5
1 – JBS
Faturamento: R$ 416,95 bilhões. Setor: Proteína Animal. Fundação: 1953, Anápolis. Principal executivo: Gilberto Tomazoni. Em 2024 houve distribuição de dividendos de R$ 6,6 bilhões; EBITDA ajustado de R$ 39 bilhões; margem de 9,4%; caixa livre de R$ 13 bilhões.
2 – Marfrig Global Foods
Faturamento: R$ 144,15 bilhões. Setor: Proteína Animal. Fundação: 2000, SP. CEO: Miguel Gularte (após fusão com BRF em 2025). Pagou dívidas adiantadamente em 2024, com alavancagem em queda; energia renovável em 2024 atingiu 100%. Metas de emissões aprovadas pela SBTi.
3 – Cargill Alimentos
Faturamento: R$ 109,19 bilhões. Setor: Alimentos e Bebidas. Fundação: 1865, EUA; operação no Brasil desde 1965. CEO: Paulo Sousa. Ebitda ebit histórico em 2024; investimentos no Brasil somaram R$ 1,7 bilhão; volume total de 45 milhões de toneladas.
4 – Ambev
Faturamento: R$ 89,45 bilhões. Setor: Alimentos e Bebidas. Fundação: 1999, SP. CEO: Carlos Lisboa. Em 2024, crescimento do EBITDA, gestão de custos mais disciplinada; fluxo de caixa livre chegou a R$ 17,9 bilhões, alta de 37% no período.
5 – Bunge Alimentos
Faturamento: R$ 69,82 bilhões. Setor: Alimentos e Bebidas. Fundação: 1818, Holanda; atuação no Brasil desde 1905. CEO: Rossano de Angelis Júnior. Primeiro exportador global de commodities com 100% rastreabilidade de soja em Cerrado; fusão com Viterra em etapas finais, aprovado em 2025.
Os demais 25 rankings também aparecem na lista completa, destacando players como Raízen, Copersucar, BRF e COFCO Brasil, com desempenho variado entre crescimento, endividamento, investimentos e aquisições. O conjunto evidencia a diversidade de modelos de negócio no agronegócio brasileiro.
Entre os destaques setoriais, Agroenergia figura entre as maiores receitas, enquanto o segmento de Celulose, Madeira e Papel se consolida entre os maiores faturamentos. Cooperativas continuam relevantes, ampliando participação com investimentos em infraestrutura e certificações.
A Agro100 2025 também aponta sinais de transformação: fusões, aquisições, expansão de capacidade e metas de sustentabilidade ganham espaço entre as prioridades das maiores empresas. O estudo reforça a relevância do Brasil no cenário agroindustrial global.
As informações completas e o ranking completo estão disponíveis na edição da Forbes Brasil, com dados adicionais sobre recursos humanos, estruturas societárias e linhas de produção. As fontes seguem notas técnicas da publicação e dados fornecidos pelas próprias empresas.
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