- A China anunciou tarifas temporárias de até 42,7% sobre alguns produtos lácteos da União Europeia (UE), incluindo queijo fresco, queijo processado, queijo azul e certos leites e cremes.
- As tarifas entram em vigor na terça-feira, 23 de [mês], conforme comunicado do Ministério do Comércio chinês.
- A medida faz parte de uma investigação, iniciada em agosto de 2024, sobre subsídios da UE aos laticínios, com conclusão prevista para fevereiro.
- Pequim sustenta que há danos substanciais à indústria chinesa de laticínios ligados aos subsídios europeus.
- A UE rebateu, afirmando que a investigação se baseia em alegações discutíveis e evidências insuficientes, considerando as medidas injustificáveis.
A China anunciou a aplicação de tarifas temporárias sobre determinados laticínios da União Europeia. As medidas entram em vigor nesta terça-feira, 23, após terem sido anunciadas na segunda-feira, 22. Os depósitos tarifários variam de 21,9% a 42,7% e atingem produtos como queijo fresco, queijo processado, queijo azul, leite e creme.
A investigação sobre subsídios aos laticínios europeus começou em agosto de 2024, a pedido da Associação Chinesa de Laticínios. O processo deve terminar em fevereiro, conforme o Ministério do Comércio de Pequim. A autoridade chinesa afirma que houve relação entre os subsídios da UE e danos à indústria local.
A Comissão Europeia rebateu as análises, afirmando que as evidências são discutíveis e que as medidas são injustificáveis. A UE sustenta que a investigação não encontra provas suficientes para justificar medidas de proteção.
As tarifas chinesas sobre laticínios, justificadas pela defesa de subsídios, seguem o precedente de ações recentes contra a UE. Na semana anterior, Pequim já havia imposto tarifas antidumping sobre importações de carne suína, válidas por cinco anos, com taxas entre 4,9% e 19,8%.
Contexto atual
- As tarifas sobre laticínios se somam a tensões comerciais entre China e UE.
- Pequim afirma que as medidas protegem a indústria nacional de laticínios diante de subsídios.
- A UE contesta, destacando alegações sem respaldo suficiente para sustentar as tarifas.
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