- Ações da Azul (AZUL4) caíram mais de 20% nesta segunda-feira após o anúncio da aprovação do plano de recuperação judicial nos Estados Unidos.
- O plano prevê converter mais de US$ 2 bilhões de dívida em ações, além de captação por rights issue e investimento de até US$ 300 milhões pela American Airlines e pela United Airlines.
- A diluição acionária prevista preocupa o mercado, mesmo com o fôlego financeiro gerado pela recuperação judicial.
- O CEO John Rodgerson afirmou que a alavancagem cairá de 3,0x para 2,5x, com redução de dívida e de juros, além de queda de 28% nos custos com aluguel de aeronaves.
- Rodgerson ressaltou que, apesar das conversões, a empresa manterá frota quase estável, com benefício de reduzir custos anuais em cerca de US$ 300 milhões.
A Azul (AZUL4) teve seu plano de recuperação judicial aprovado nos Estados Unidos, após o fechamento do mercado. O acordo prevê a conversão de mais de US$ 2 bilhões de dívida em ações, além de captação por rights issue e investimento de American Airlines e United Airlines, até US$ 300 milhões.
A notícia foi anunciada na sexta-feira, 12, com a reação negativa das ações na sessão desta segunda (15), que caíram mais de 20%. A diluição prevista para os atuais acionistas foi apontada como um fator de queda de preço.
Segundo o CEO John Rodgerson, a aprovação reduz a alavancagem para 2,5 vezes, com queda da dívida e dos encargos financeiros. O planos também incluem redução de custos com aluguel de aeronaves e menor valor de encargos anuais.
A avaliação de analistas aponta que, mesmo com a recuperação, a empresa enfrenta diluição significativa da base acionária. O movimento é visto como compensação para ganhos de liquidez e para estabilizar as finanças no longo prazo.
Entre na conversa da comunidade