- Patria elevou os ativos sob gestão de ~R$ 700 milhões em 2022 para ~R$ 38 bilhões após a compra dos 12 fundos da RBR, tornando‑se a maior gestora imobiliária independente do Brasil.
- A aquisição de cerca de R$ 8 bilhões em ativos com a RBR consolidou a liderança e marca o fim do ciclo de aquisições, com foco em integração.
- Rodrigo Abbud, sócio e head de Real Estate Brasil, liderou a estratégia desde o pós‑IPO de 2021 na Nasdaq, década marcada por aquisições e integração de plataformas.
- Antes da RBR, a carteira era aproximadamente 73% tijolo e 27% papel; com a transação, passou a cerca de 66% tijolo e 34% papel.
- O foco atual é crescimento orgânico, eficiência, integração e governança, buscando fundos maiores e mais diversificados e evitando pulverização de estratégias.
Patria Investimentos ampliou sua atuação no real estate ao adquirir os 12 fundos listados da RBR, somando cerca de R$ 8 bilhões em ativos e elevando os ativos sob gestão para aproximadamente R$ 38 bilhões. A operação consolida a Patria como a maior gestora imobiliária independente do Brasil.
Desde o IPO na Nasdaq em 2021, a estratégia foi crescer por meio de aquisições e integração de plataformas. Rodrigo Abbud, sócio e head de Real Estate Brasil, liderou o caminho após a abertura de capital, buscando diversificação de classes de ativos e resiliência de ciclo.
A trajetória começou com a aquisição da VBI Real Estate, em 2022, que ampliou o portfólio da Patria para operações mais robustas em private equity e imóveis. Com a conclusão do acordo, Abbud passou a ocupar posição-chave na gestão do negócio.
O ano de 2023 marcou um impulsionamento com a compra do real estate do antigo Credit Suisse (UBS BBA), elevando os ativos sob gestão para ~R$ 20 bilhões. Em 2024 a integração da VBI chegou ao fim, acelerando a escalada da plataforma.
Em 2025, diante de um cenário macro com juros elevados, a Patria avançou para consolidar áreas da Genial Investimentos e da Vectis Gestão, chegando a quase R$ 30 bilhões até meados do ano. A aquisição da RBR elevou o patamar para R$ 38 bilhões.
Antes da compra da RBR, a carteira da Patria era majoritariamente de ativos físicos (tijolo) e parte em papéis. A aquisição promoveu uma rebalanço, passando a 66% em tijolo e 34% em papel, ampliando a solidez do portfólio para os cotistas.
A aquisição dos fundos da RBR representa o encerramento de um ciclo de aquisições e o início de um foco maior em integração. A ideia é criar fundos maiores, com estratégias alinhadas, aumentando a liquidez e a diversificação para investidores institucionais e varejo.
A Patria se posiciona como uma Real Estate Solution Provider, fortalecendo a capacidade de atender demandas de projetos complexos no mercado imobiliário brasileiro. Abbud aponta ganhos de escala, reputação e captação com a nova estrutura.
Agora, segundo o executivo, a prioridade é o crescimento orgânico aliado a eficiência, governança e integração. A empresa busca evitar pulverização de estratégias, unindo ativos semelhantes para oferecer soluções mais robustas aos cotistas.
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