- A Petrobras recebeu licença para explorar petróleo perto da Amazônia, semanas antes de apresentar o plano de investimentos 2026-2030.
- Magda Chambriard, CEO da estatal, prepara o plano quinenal para atender governo Lula e acionistas, com decisão anunciada em novembro.
- O Brent caiu para cerca de US$ 63 o barril, o que pode reduzir lucros; cada queda de US$ 10 impacta aproximadamente US$ 5 bilhões no lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização.
- Governo Lula e a Federação Única dos Petroleiros pressionam por mais gastos, enquanto Chambriard avalia cortes de até US$ 5 bilhões em capex.
- A gestão busca manter produção e reduzir despesas de capital para menos de US$ 17 bilhões em 2026, priorizando eficiência e maximização de receita.
A Petrobras recebeu autorização para iniciar a perfuração de petróleo bruto próximo à Amazônia, marcando uma vitória para a CEO Magda Chambriard. A decisão ocorreu em meio a pressões políticas do governo Lula e de sindicatos, e prepara o caminho para a apresentação do próximo plano de investimentos.
O plano quinquenal 2026-2030 pode cortar cerca de US$ 5 bilhões em capital expenditure (capex) e reduzir despesas, conforme informações de pessoas com conhecimento do tema. A decisão sobre o ajuste deve ser anunciada em novembro, quando a empresa divulgar o programa de gastos.
A queda recente do Brent, que recuou para aproximadamente US$ 63 por barril, eleva a necessidade de equilíbrio entre investimentos e lucratividade. O governo e a Federação Nacional dos Petroleiros (FUP) pressionam por mais gastos, enquanto Chambriard busca manter a disciplina financeira da companhia.
Plano 2026-2030
A gestão avalia reduzir capex para sustentar o caixa e manter dividendos estáveis. As contas da Petrobras também dependem de a produção aumentar com eficiência, em especial nas plataformas em operação e na área da Margem Equatorial, onde houve avanço na licitação regulatória.
Chambriard tem defendido ajustes para evitar um ciclo de endividamento elevado, retomando uma trajetória de crescimento com foco técnico e removendo desperdícios. A direção destaca que o cenário de preços desfavoráveis exige cortes estruturais para manter a solvência.
Pressões e contexto
O governo busca ampliar gastos para geração de empregos e fortalecimento da cadeia de suprimentos local. Por outro lado, o sindicato da categoria tem resistido a medidas que possam frear investimentos. A CEO participa de reuniões com autoridades e aparece em eventos oficiais para demonstrar alinhamento com o governo e com metas de produção.
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