- A Forbes publicou a Agro 100, a lista das 100 maiores empresas do agronegócio brasileiro em 2021, com faturamento total de R$ 1,29 trilhão em 2020, alta de 24% frente a 2019.
- A classificação é baseada em demonstrativos financeiros e dados da Standard & Poor’s, reunindo empresas de capital aberto no Brasil.
- Entre as maiores, JBS aparece em primeiro lugar com R$ 270,20 bilhões de receita em 2020; Raízen Energia, R$ 120,58 bilhões; Cosan, R$ 68,63 bilhões; Marfrig, R$ 67,48 bilhões; e Cargill, R$ 67,16 bilhões.
- O documento abrange setores como alimentos e bebidas, agroenergia e cooperativas, com atuação nacional e internacional na cadeia de produção.
- A reportagem foi originalmente publicada na edição nº 92 da Forbes, em 5 de dezembro de 2021.
A Forbes divulgou a edição Agro 100, ranking das 100 maiores empresas do agronegócio brasileiro em 2021. A lista revela faturamento agregado de R$ 806,1 bilhões em 2020, com alta de 24% frente a 2019. O estudo utiliza demonstrativos financeiros e dados da S&P.
A pesquisa aponta JBS na liderança entre as companhias listadas, com receita de R$ 270,2 bilhões. Em segundo fica a Raízen, seguida pela Cosan e pela Marfrig, todas com grande peso no setor de alimentos, energia e logística. A relação destaca atuação global.
Quem lidera o ranking
JBS figura como maior empresa de Alimentos e Bebidas, com atuação em carnes, couros, biodiesel e embalagens. Em 2020, registrou resultado recorde, impulsionado pela recuperação de preços e demanda. A empresa também investe em proteína vegetal.
Raízen aparece como principal produtora de etanol de cana e exportadora de açúcar. A joint venture Cosan/Shell concentra produção, distribuição e geração de energia, com mais de 30 mil colaboradores. A empresa opera em 26 unidades.
Cosan, líder em agroenergia, mantém atuação integrada em etanol, açúcar, logística e energia. O grupo controla também a Comgás, desde 2012, ampliando atuação no setor de gás e infraestrutura energética.
Marfrig, segunda maior em Alimentos e Bebidas, registrou aumento de receitas em 2020 impulsionado por mercados externos e câmbio. A empresa tem plantas na América do Norte e na América do Sul, com capacidade de abate diversificada.
Setores representados e perfis
Cargill, AmBev e Bunge aparecem entre as maiores no Brasil, com atuação que vai de trading a produção agrícola, alimentos processados e bebidas. O grupo espanhol de aço e logística não compõe; o destaque fica com multinacionais presentes no país.
Copersucar surge como a maior cooperativa, integrando cadeia de açúcar e etanol com Eco-Energy nos EUA. A produção de etanol recuou, mas manteve papel relevante no mix de exportação. Cooperativas aparecem com peso expressivo.
Outras notas da lista
BRF, Cifco? Cofco International e Suzano também integram o top 20, refletindo força de carnes, celulose, papel e trading de commodities. Empresas com origem no exterior mantêm presença robusta no agronegócio brasileiro, com operações integradas.
Entre as cooperativas, Aurora, C. Vale e Lar Cooperativa aparecem com receitas expressivas, demonstrando o papel institucional de organizações de agricultores. A lista também valoriza capacidades de processamento, logística e exportação.
Contexto e fontes
A Forbes Agro 100 usa demonstrativos financeiros e dados da S&P para compilar o ranking. O estudo serve como referência para compreender a dependência brasileira de cadeias de alimentos, energia e insumos. O portal disponibiliza a edição 92, de 2021.
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