- O neurocirurgião Fernando Gomes afirma que, em cerca de cinquenta por cento dos casos, a perda de memória está associada ao Alzheimer; na outra metade, pode ter causas mais leves.
- Ele ressalta que a identificação da idade é determinante: não é comum alguém de trinta anos apresentar Alzheimer, quadro que costuma surgir a partir de sessenta ou sessenta e cinco anos.
- Sinais que acompanham o declínio cognitivo incluem mudanças bruscas de comportamento, repetição de perguntas, isolamento e dificuldade para acompanhar conversas, encontrar caminhos e, às vezes, dirigir.
- A partir dos sessenta anos, é importante observar a evolução: é normal não ter a mesma performance de anos anteriores, desde que a pessoa cuide do corpo e do cérebro.
- Para manter a saúde mental, o médico orienta adotar um estilo de vida mais saudável e estimulante, especialmente para quem tem predisposição genética.
Em entrevista exclusiva, o neurocirurgião Fernando Gomes afirma que a perda de memória, embora frequente em doenças neurológicas como o Alzheimer, não necessariamente indica o diagnóstico em todos os casos. Segundo ele, cerca de metade das ocorrências está relacionada à doença, enquanto a outra metade pode derivar de condições mais leves ou diferentes.
A experiência do especialista aponta que é preciso analisar fatores como idade e o conjunto de sinais. Gomes ressalta que perguntas repetitivas, mudanças de comportamento e isolamento costumam surgir com o declínio cognitivo. O cuidado com o dia a dia também é um indicativo importante para orientar a avaliação médica.
De acordo com o médico, a relação com a idade é central. Em geral, quadros com perda de memória associada ao Alzheimer aparecem a partir dos 60 ou 65 anos, ainda que haja exceções precoces. Ele reforça que não é adequado associar memória ruim em pessoas mais jovens ao diagnóstico.
Além da memória, o neurocirurgião lista outros sinais relevantes: alterações bruscas de comportamento, dificuldade em acompanhar conversas, dificuldades para encontrar caminhos familiares e direção. Esses indicativos ajudam a diferenciar entre uma queda temporária de desempenho e um possível transtorno neurodegenerativo.
Sinais e avaliação
A partir dos 60 anos, observa-se que o declínio cognitivo pode ocorrer sem indicar necessariamente Alzheimer. É importante distinguir entre envelhecimento natural e sinais que exigem avaliação médica aprofundada. A orientação é buscar confirmação clínica para evitar diagnósticos indevidos.
Para quem tem predisposição genética, recomenda-se manter o cérebro ativo e adotar hábitos saudáveis. O objetivo é reduzir fatores de risco e manter o funcionamento cognitivo pelo maior tempo possível, com acompanhamento médico regular.
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