- Estudo com quase 700 mil pessoas identificou 39 associações genéticas inéditas relacionadas à ansiedade, em 74 regiões específicas do genoma.
- A pesquisa, publicada na revista Nature Human Behaviour, reforça que fatores ambientais também influenciam a manifestação da ansiedade.
- As regiões associadas estão ligadas a processos cerebrais e ao funcionamento do sistema nervoso, incluindo os genes PCLO e SORCS3.
- PCLO envolve a liberação de neurotransmissores, enquanto SORCS3 participa da regulação do humor e do comportamento.
- Os autores destacam que entender essas regiões pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes e personalizados para a ansiedade.
Um estudo internacional envolvendo o King’s College London, o QIMR Berghofer Medical Research Institute, na Austrália, e outras instituições identificou 39 associações genéticas inéditas relacionadas à ansiedade, em quase 700 mil participantes. A pesquisa foi publicada na revista Nature Human Behaviour.
Os resultados apontam que a ansiedade envolve 74 regiões genéticas específicas. Entre elas, destacam-se genes como PCLO, ligado à liberação de neurotransmissores, e SORCS3, envolvida na regulação do humor e do comportamento.
Os autores ressaltam que a genética tem papel relevante na predisposição, embora fatores ambientais também pesem. Estresse, ambiente social e outros contextos influenciam a manifestação da condição.
A descoberta pode favorecer o desenvolvimento de tratamentos mais precisos e personalizados, além de ampliar a compreensão das causas da ansiedade. O estudo reforça a importância de considerar fatores ambientais na abordagem clínica.
Regiões genéticas relevantes
A pesquisa mostrou que as regiões associadas à ansiedade estão ligadas a processos cerebrais e ao funcionamento do sistema nervoso. O conjunto de dados de quase 700 mil pessoas reforça a robustez dos resultados.
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