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Hospitais na Inglaterra com empatia elevada apresentam melhores desfechos

Hospitais do NHS com maior empatia mostram melhores desfechos de pacientes e bem‑estar da equipe, além de menor gasto com staff externo, aponta estudo ainda não revisado

‘Empathy helps patients because they feel listened to,’ said the study’s lead author.
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  • Estudo avaliou trusts do NHS na Inglaterra usando um índice de empatia; maiores níveis de empatia foram associados a melhores resultados para pacientes, além de melhores classificações de eficácia e segurança pela Care Quality Commission (CQC).
  • Pequenos aumentos na empatia também estiveram ligados a melhor bem‑estar dos profissionais, com menos burnout e absenteísmo.
  • Trusts mais empáticos gastaram menos com pessoal de agência, locum e consultores, gerando economia financeira.
  • A média do índice de empatia entre os trusts foi de seis, em uma escala de um a dez; cada aumento de 2,5% eleva em cerca de 76% a chance de a CQC classificar o trust como bom ou excelente para segurança do paciente, e em 46% para eficácia.
  • Entre os trusts com maior empatia estão Cumbria, Northumberland, Tyne and Wear NHS foundation trust; Pennine Care NHS foundation trust; e Birmingham Women’s and Children’s NHS foundation trust.

Hospitais com maior empatia entre trusts do NHS mostram melhores resultados para pacientes, segundo estudo. A pesquisa associa pontuações de empatia a benefícios financeiros, bem-estar dos profissionais e ratings de qualidade. A ideia é medir cultura, liderança e empatia entre equipes.

O estudo analisa trusts da Inglaterra usando um índice de empatia derivado de dados de cultura organizacional, comportamento de liderança e prática empática entre profissionais. Pequenas variações no índice aparecem ligadas a melhorias em segurança e eficácia nos serviços.

Resultados indicam que aumentos modestos na empatia elevam a chance de o trust receber avaliação de “bom” ou “excelente” em segurança do paciente, de acordo com a Care Quality Commission. Além disso, há menos burnout e absenteísmo entre equipes mais bem avaliadas.

Na prática, trusts com maior empatia gastam menos com equipes externas, como staff de agência e consultorias, contribuindo para as finanças. O estudo aponta ainda que a média de empatia no NHS fica em seis pontos, numa escala de 1 a 10.

O principal pesquisador, o professor Jeremy Howick, afirma que organizações mais empáticas tendem a ter melhores desfechos de saúde, maior bem-estar da equipe e finanças mais estáveis. A empatia facilita o entendimento das queixas dos pacientes.

O estudo, ainda não revisado por pares, utiliza dados públicos como avaliações da CQC, pesquisas com funcionários e demonstrações financeiras para compor o ranking em nove áreas de empatia. Resultados sugerem relação entre empatia, cuidado e satisfação.

Entre os hospitais com maior empatia, aparecem o Cumbria, Northumberland, Tyne and Wear NHS Foundation Trust, o Pennine Care NHS Foundation Trust e o Birmingham Women’s and Children’s NHS Foundation Trust. Outros locais estão sob análise.

Contexto e avaliações recentes

Recentemente, reportagem do BBC trouxe relatos de tratamento considerado brutal em maternidade vinculada ao Nottingham University Hospitals NHS Trust, gerando grande apuração pública sobre empatia institucional. Estudos associam falhas nesse aspecto a danos evitáveis.

Howick ressalta que não basta empunhar a empatia como slogan; é necessário redesenhar a prática clínica, com foco em pessoal, carga de trabalho, segurança psicológica e resposta ao paciente. A pesquisa não prova causalidade, mas sugere relação provável.

Especialistas independentes destacam o potencial da empatia para melhorar resultados, desde que haja mudanças estruturais na gestão de equipes e processos clínicos. O tema ganha relevância em um momento de pressão financeira e foco em qualidade assistencial.

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