- Pesquisadores do MIT, em parceria com a Harvard Medical School, desenvolveram uma formulação que adiciona um adjuvante baseado em nanopartículas lipídicas ao polio vacinal inativado (IPV) para induzir imunidade mucosa no intestino.
- Em ratos, a vacina combinada gerou cerca de quinze a vinte vezes mais antibodies de mucosa em comparação com o IPV isolado.
- O objetivo é unir a segurança do IPV com a imunidade mucosa típica da vacina oral contra pólio (OPV), reduzindo a shedding e a transmissão do vírus.
- o estudo foi publicado em Science Advances, com Behnaz Eshaghi como autora principal e Ana Jaklenec e Robert Langer como autores sêniores.
- O trabalho recebeu financiamento da Fundação Gates, e os próximos passos incluem testes em modelos animais maiores.
O estudo coordenado por MIT e Harvard Medicine School propõe uma forma de potencializar a vacina inativada contra poliomielite (IPV) para induzir imunidade mucosa no intestino. A abordagem combina o IPV com um adjuvante a base de nanopartículas, visando reduzir a transmissão do vírus.
Os resultados iniciais, realizados em ratos, mostraram aumento de até 20 vezes na produção de anticorpos necessários à imunidade mucosa, em comparação com IPV sozinho. A pesquisa busca combinar a segurança da IPV com a proteção adicional da imunidade mucosa.
A equipe é liderada por Ana Jaklenec e Robert Langer, do MIT, com Behnaz Eshaghi como autora principal. O estudo foi publicado em Science Advances e contou com financiamento da Gates Foundation.
Mucosalidade e método
Os pesquisadores usaram um adjuvante derivado da vitamina A (Am80) para atrair células imunes ao trato gastrointestinal. Como a vitamina A pode exigir aplicações diárias, os trabalhos exploraram uma formulação em nanopartículas lipídicas (LNP) para liberação gradual ao longo de vários dias.
Em testes, o IPV foi administrado junto com Am80 encapsulado em LNPs, com reforços aos 4 e 8 semanas. As nanopartículas atingem nódulos linfáticos e orientam células B e T a produzirem anticorpos IgA nas mucosas e IgG no sangue.
Perspectivas e próximos passos
Os autores ressaltam que IPV não gera imunidade mucosa, ao contrário da OPV, que apresenta riscos de reviver a transmissibilidade. A proposta é manter a segurança da IPV ao mesmo tempo em que se obtém proteção mucosa.
Novos modelos animais devem ser avaliados antes de avançar para ensaios clínicos. Se bem-sucedido, o approacho poderia beneficiar vacinas injetáveis para outros patógenos que infectam o trato gastrointestinal. A pesquisa é considerada um passo na erradicação da poliomielite.
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