- Em 2 de maio, a Organização Mundial da Saúde informou um surto de hantavírus letal a bordo de um cruzeiro de luxo; já são nove casos prováveis e três fatalidades.
- Do total de passageiros e tripulação, 149 ainda estavam a bordo, enquanto pelo menos 29 passageiros de 12 nacionalidades já haviam desembarcado (sete deles britânicos).
- O navio foi evacuado para Tenerife depois de a Cape Verde ter negado atracação; 22 britânicos ainda a bordo foram trazidos para a costa sob rígidas medidas de controle.
- A médica epidemiologista Dr. Charlotte Hammer e a equipe de saúde analisam a transmissão, com a hipótese inicial de que um ou dois viajantes teriam trazido o vírus da América do Sul para o navio.
- Não há risco significativo para o público; a transmissão humano a humano exige contato próximo e prolongado, e as autoridades seguem monitorando os casos remanescentes e os passageiros desembarcados.
On 2 de maio, foi identificado pela Organização Mundial da Saúde um surto de hantavírus letal a bordo de um navio de cruzeiro de luxo. Até o momento, são nove casos prováveis e três óbitos, com 149 passageiros e tripulantes ainda a bordo. Ao menos 29 passageiros de 12 nacionalidades já haviam desembarcado, entre eles sete britânicos.
O navio, o MV Hondius, saiu da Argentina em 1º de abril com destino a Cabo Verde, passando por áreas remotas. Quedas de febre, pneumonia e dificuldades respiratórias foram os primeiros sinais. Um homem holandês de 70 anos morreu a bordo em 11 de abril; a esposa, 69, faleceu em Joanesburgo duas semanas depois. Um terceiro caso, uma passageira alemã, morreu em 2 de maio.
Ao chegar ao Cabo Verde, as autoridades negaram a atracação. Em 6 de maio o navio seguiu para as Ilhas Canárias; ancorou próximo a Tenerife. Ontem desembarcaram as primeiras 29 pessoas sob condições controladas. 22 britânicos remanescentes (19 passageiros, 3 tripulantes) foram levados para a costa, com 20 transferidos para hospital em Merseyside para isolamento.
O que é hantavírus?
Dr. Charlotte Hammer, epidemiologista de doenças infecciosas, explica que o surto envolve uma cepa conhecida do hantavírus, o Andes hantavírus, capaz de causar síndrome pulmonar por hantavírus. A transmissão humana é rara, geralmente associada a roedores, e o risco de transmissão generalizada é considerado baixo pelos especialistas.
A investigação segue o rastro de contatos entre os passageiros e tripulantes. A OMS coordena a resposta internacional, com países afetados contribuindo. A hipótese inicial aponta para uma ou duas pessoas que teriam entrado em contato com o vírus na América do Sul antes do embarque, com transmissão limitada a bordo.
Desdobramentos e medidas
As autoridades mantêm monitoramento de todos os passageiros embarcados, bem como daqueles que desembarcaram. O objetivo é identificar contatos de risco e evitar novas exposições. Dois passageiros recentes apresentaram sintomas adicionais, e houve mais um caso confirmado entre outros passageiros.
Segundo especialistas, não há necessidade de pânico público. A transmissão entre humanos requer contato próximo e prolongado. O foco atual é a rastreabilidade de contatos, o isolamento de casos e a cooperação entre autoridades dos países envolvidos.
Robyn Vinter, correspondente no local, descreve que a operação de desembarque ocorreu com medidas de proteção, incluindo EPIs, em Tenerife. O navio deve retornar à Holanda assim que a logística de desembarque for concluída.
Essa situação, embora contida, reforça a necessidade de coordenação internacional em surtos de doenças emergentes. O equilíbrio entre medidas rápidas e o monitoramento contínuo permanece essencial para evitar uma escalada.
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