- A Organização Mundial da Saúde afirmou que há suspeita de transmissão humana a humana entre contatos próximos a bordo de um cruzeiro de luxo, com sete casos confirmados ou suspeitos de hantavírus.
- Mortes: um casal holandês e um cidadão alemão; um britânico está em tratamento intensivo na África do Sul; outros três casos permanecem suspeitos a bordo, um deles com febre leve.
- A OMS aponta que o caso inicial pode ter ocorrido fora do navio e que a transmissão entre pessoas pode ter ocorrido entre quem dividiu cabines.
- O navio está isolado ao largo de Cabo Verde, sem autorização para desembarcar; a prioridade é evacuar os dois pacientes doentes para a Holanda, e o navio seguirá para as Ilhas Canárias.
- Cerca de 150 pessoas seguem presas no navio, que saiu da Argentina no final de março e visitou Antártida, Geórgia do Sul e Tristão da Cunha. A cepa dos Andes pode estar envolvida no contágio.
A Organização Mundial da Saúde informou na terça-feira (5) que há suspeita de transmissão de hantavírus de humano para humano a bordo de um cruzeiro de luxo, envolvendo contatos próximos. O navio registrou sete casos confirmados ou suspeitos, com um casal holandês e um cidadão alemão que faleceram, e um passageiro britânico em tratamento intensivo na África do Sul. Outros três casos ainda são avaliados entre pessoas a bordo, incluindo uma que apresenta febre leve.
O navio permanece isolado ao largo de Cabo Verde, sem autorização para desembarque. A OMS indicou que o foco é transferir os dois doentes para a Holanda, após o que o navio deve seguir para as Ilhas Canárias.
Situação do navio e próximos passos
A hipótese de trabalho aponta que o casal infectado, que se reuniu ao navio na Argentina, pode ter sido contaminado fora de bordo, possivelmente em atividades como observação de aves, e que houve transmissão entre pessoas próximas no navio. A OMS reforça que o risco à população é baixo, pois o hantavírus costuma exigir contato com roedores infectados.
Sobre a transmissão entre humanos, a OMS lembra que já houve surtos limitados com a cepa dos Andes entre pessoas muito próximas, como casais que dividiam cabines. A organização destaca que esse tipo de transmissão é incomum.
Cenário a bordo e perfil dos viajantes
Cerca de 150 pessoas permanecem presas no navio, que transportava principalmente britânicos, americanos e espanhóis. O cruzeiro partiu do extremo sul da Argentina no final de março e visitou a península Antártica, Geórgia do Sul e Tristão da Cunha, entre destinos remotos.
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