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Artemis II: por que missão não prevê pouso na Lua

Artemis II leva quatro astronautas a orbitar a Lua em missão de teste de dez dias, sem pouso, com primeiro pouso previsto para 2028

Fotografia do foguete Space Launch System (SLS) da NASA, que transportava a espaçonave Orion com os astronautas da NASA
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  • A missão Artemis II foi lançada no dia um, com quatro astronautas a bordo da nave Orion, para uma viagem de dez dias, sem pouso na Lua, apenas sobrevoando o lado oculto do satélite.
  • O objetivo é servir de teste para o programa, preparando futuras etapas de exploração lunar, com o primeiro pouso previsto para 2028.
  • Não haverá pouso porque a Orion não possui lander (aterrissador) no momento; empresas privadas, SpaceX e Blue Origin, desenvolvem esses equipamentos contratados pela NASA.
  • A Artemis II é a continuação da Artemis I, missão não tripulada de 2022 que avaliou o escudo de calor da espaçonave; a Artemis III, inicialmente prevista para 2027, foi replanejada para testar aterrisagem orbital antes de um pouso humano.
  • A exploração de longo prazo visa estabelecer uma presença humana sustentável na Lua, com trajes espaciais desenvolvidos pela Axiom Space e futuras missões até Artemis IV em 2028.

A missão Artemis II envolve quatro astronautas a bordo da nave Orion, que decolou no dia 1 em direção à Lua. A viagem deve durar cerca de 10 dias e é a primeira com tripulação humana desde a Apollo 17, em 1972. O objetivo é testar sistemas no espaço profundo.

A bordo vão Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial do Canadá. O plano não prevê pouso na Lua; o sobrevoo ocorre no lado oculto do satélite, em uma trajetória de passagem próxima ao corpo celeste.

A Artemis II marca a continuidade do programa, que prevê fases de maior complexidade. A ideia é validar o funcionamento da Orion e o conforto para os astronautas antes de missões com decolagens mais desafiadoras.

O que ocorre e por quê

Embora a primeira caminhada lunar seja prevista para 2028, a Orion não carrega o equipamento de aterrissagem. O pouso exige um lander específico, ainda em desenvolvimento por empresas privadas contratadas pela Nasa.

Duas companhias trabalham nesse tipo de veículo: SpaceX, com o Starship HLS, e Blue Origin, com o Blue Moon. O uso comercial de aterrisagem é parte da estratégia de Artemis para futuras operações na superfície lunar.

A Artemis I, em 2022, foi o teste não tripulado da Orion. Já a Artemis II, com pessoal, serve como ensaio operacional, avaliando desempenho, ergonomia e redundâncias para missões subsequentes.

Para 2028 está prevista a chegada a solo lunar com a Artemis IV, caso não haja adiamentos. A meta é permitir caminhadas na superfície e o estabelecimento de infraestrutura de exploração futura.

O programa tem como horizonte a construção de uma base lunar permanente, com etapas adicionais identificadas como Artemis V e além. O objetivo final é sustentar visitas e pesquisas de longo prazo na Lua.

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