Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomia_POLÍTICA_

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Lei de Voorhees no trânsito: carros lentos sempre alcançam o semáforo vermelho

Lei de Voorhees do tráfego mostra, com matemática, que ultrapassagens não garantem vantagem: em semáforos sequenciais, carros lentos tendem a alcançar os mais rápidos

A blue car overtaking a red car.
0:00
Carregando...
0:00
  • Dr. Conor Boland, da Dublin City University, apresenta a chamada “lei de Voorhees do tráfego”, usando matemática para explicar por que o carro mais lento costuma ficar atrás do mais rápido até o semáforo.
  • O estudo, publicado na Royal Society Open Science, analisa como a distância entre dois carros muda conforme o semáforo fica verde, amarelo ou vermelho, com ciclos fixos ou sensores.
  • Em vias de pista única, quando o semáforo segue um ciclo de tempo, a vantagem entre os carros se mantém em média, ou seja, o atraso não se reduz nem aumenta de forma previsível.
  • A “ilusão” de que o carro mais lento sempre é alcançado nos semáforos aparece em cenários com apenas um semáforo, mas se repetirem vários semáforos independentes, a chance de o carro mais lento nunca chegar ao longo do trajeto cai rapidamente.
  • Os resultados indicam implicações para a segurança viária: ultrapassar pode não trazer vantagem real, especialmente em trajetos com várias interseções.

Dr Conor Boland da Dublin City University propôs uma “lei” do tráfego para explicar por que carros mais rápidos, ao ultrapassarem, costumam encontrar o mesmo veículo logo após um semáforo vermelho. A pesquisa, publicada no Royal Society Open Science, explica o fenômeno com base em matemática simples.

Segundo o estudo, o resultado depende de dois fatores: o tipo de controle do semáforo (tempo fixo ou sensor) e o trecho de estrada de única faixa. Em trajetos com sistema de tempo fixo, a variação entre as duas caronas pode aumentar, manter-se ou diminuir, mantendo a distância entre os carros, em média, estável ao passar do sinal.

A pesquisa destacou que, em vias com semáforos em ciclos repetidos, a percepção de que o carro mais lento é sempre alcançado é ilusória. Quando há vários sinais independentes, a chance de pelo menos um novo encontro aumenta de forma estatística.

O estudo assume velocidade constante entre os sinais, sem acelerações ao ficar verde ou frenagens ao ficar vermelho. Mesmo assim, os resultados são úteis para entender por que acelerar em ultrapassagens não garante vantagem a longo prazo.

A análise sugere que o risco de acidentes pode não aumentar apenas pela ultrapassagem, mas pela sequência de semáforos. Em ambientes urbanos com várias luzes, a probabilidade de encontrar o outro veículo em pelo menos um sinal aproxima-se da certeza.

Ao comentar, o professor Kit Yates, da Universidade de Bath, ressaltou que o modelo é útil para explicar fenômenos frequentes na prática, mesmo com simplificações. Ele observou ainda que a probabilidade de encontro não é constante, mas aumenta com o número de semáforos.

Implicações e contexto

Boland aponta que os resultados podem subsidiar políticas de segurança viária, desencorajando a impressão de vantagem ao acelerar para ultrapassar. O estudo não recomenda escolhas de condução, apenas descreve padrões matemáticos observados.

O trabalho questiona a ideia de que ultrapassar sempre compensa, ao menos no curto trecho entre os sinais. Pesquisadores destacam que as conclusões dependem das condições de tráfego e do desenho das vias estudadas.

Fonte: estudo publicado no Royal Society Open Science, com dados teóricos sobre ciclos de semáforo e espaçamentos entre veículos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais