- A Organização Meteorológica Mundial alertou que o planeta está com desequilíbrio de energia sem precedentes, impulsionado por gases de efeito estufa como o dióxido de carbono.
- Esse desequilíbrio aquece os oceanos, derrete mais gelo e intensifica eventos climáticos extremos em várias regiões.
- Os onze últimos anos foram os mais quentes já registrados; em 2025 a temperatura média global ficou cerca de 1,43 °C acima do nível pré‑industrial.
- A constratação natural La Niña ajudou a segurar 2025, mas o fenômeno El Niño, esperado para o segundo semestre de 2026, pode elevar ainda mais as temperaturas.
- Glaciares tiveram um dos cinco piores anos, o gelo oceânico nos polos ficou próximo de mínimas históricas e mais de noventa por cento do calor extra fica nos oceanos, agravando impactos ambientais e níveis do mar.
A Organização Meteorológica Mundial (WMO) alerta que o clima global está mais desequilibrado do que em qualquer período registrado. A energia acumulada na Terra supera o que pode ser liberado, impulsionada por gases de efeito estufa como o CO2. O desequilíbrio aquático aumentou o calor nos oceanos, acelerando o degelo das massas de gelo.
Segundo a WMO, os últimos 11 anos foram os mais quentes já observados desde 1850. Em 2025, a temperatura média global da atmosfera ficou cerca de 1,43 °C acima dos níveis pré-industriais. O fenômeno La Niña dificultou, parcialmente, esse dado, mas 2024 ainda registra temperaturas elevadas.
O estudo aponta que mais de 90% do calor extra fica nos oceanos, o que favorece eventos climáticos extremos, eleva o nível do mar e afeta a vida marinha. A dica dos especialistas é que aquece o ambiente terrestre e atmosférico, contribuindo para padrões de tempestades mais intensas.
A direção do relatório também aponta para ganhos rápidos de calor nas camadas superiores dos oceanos, atingindo volumes sem precedentes. A umidade e a temperatura elevada fortalecem correntes marítimas e alteram ecossistemas ao redor do mundo.
El Niño, fase natural de aquecimento que deve começar ainda este ano, pode elevar ainda mais as temperaturas globais. A transição para esse regime climatico, acoplada ao aquecimento causado pelo homem, é motivo de preocupação entre pesquisadores.
A Diretora-geral da WMO, Profª Celeste Saulo, enfatiza que as atividades humanas continuam disruptivas ao equilíbrio natural, com consequências a longo prazo. O texto ressalta que, com a mudança climática, eventos extremos tendem a se tornar mais frequentes.
O relatório também destaca impactos observados hoje, como o aumento de temperaturas que intensificam doenças infecciosas e elevam a frequência de episódios climáticos extremos em diversas regiões, inclusive no hemisfério sul.
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