- Li-Huei Tsai deixará o cargo de diretora do Picower Institute no fim do ano letivo de maio, para se dedicar exclusivamente à pesquisa e ao ensino, incluindo o Aging Brain Initiative e o Alana Down Syndrome Center.
- A instituição cresceu de 11 para 16 laboratórios, com cerca de 400 pessoas entre cientistas, estudantes e staff, desde que Tsai assumiu a direção em 2009.
- O processo de busca pelo novo diretor será conduzido por um comitê liderado pelo professor Matthew Wilson, com membros como Mark Bear, Troy Littleton, Sara Prescott e Fan Wang.
- Tsai ajudou a ampliar a research productivity e a apoiar iniciar programas para jovens docentes, financiamentos privados e bolsas para pós-doutorado e alunos, além de expandir o Picower Institute Innovation Fund.
- A pesquisadora manteve foco em neurodegeneração e Alzheimer, com descobertas sobre CDK5, epigenética cerebral e estratégias terapêuticas, incluindo abordagens em ensaios clínicos e collaborações com outras instituições.
Li-Huei Tsai deixará a direção do Picower Institute no fim do ano acadêmico, em maio, para dedicar-se exclusivamente à pesquisa. A transição ocorre em MIT, onde a líder há 16 anos coordena também iniciativas de envelhecimento cerebral e síndrome de Down. A busca pelo novo diretor já começou.
Reorganização e foco na pesquisa
O laboratório, que hoje conta com cerca de 400 pessoas em 16 labos, deverá continuar crescendo sob nova gestão. Um comitê, encabezado pelo Matthew Wilson, conduzirá a seleção de candidatos e apresentará um relatório ao decano Nergis Mavalvala na primavera.
A saída de Tsai permite que ela intensifique o trabalho em suas áreas, incluindo o Aging Brain Initiative e o Alana Down Syndrome Center. Ela permanece vinculada como pesquisadora e líder de programas estratégicos do MIT, mantendo influência no ecossistema de neurociência da instituição.
Trajetória e impactos
Desde que assumiu em 2009, Tsai ampliou significativamente o instituto, fortalecendo a formação de pesquisadores e a captação de recursos. O Picower Institute nasceu em 1994 como Center for Learning and Memory e foi renomeado em 2002 após uma doação.
Sob a liderança de Tsai, oito dos 16 laboratórios foram incorporados à instituição, com iniciativas de apoio a docentes em início de carreira e programas de bolsas para pós-doutorandos e estudantes. A fundação associada ao laboratório também expandiu o escopo de pesquisa apoiado.
Pesquisas e inovações
A pesquisadora tem contribuído para avanços na biologia molecular e na neurodegeneração, com foco em Alzheimer. Entre as realizações, destacam-se publicações relevantes, patentes e o apoio ao desenvolvimento de estratégias terapêuticas em fases clínicas avançadas.
Entre os temas de destaque estão o papel de enzimas como CDK5 na neurodegeneração, alterações epigenéticas na doença e o impacto de quebras de DNA na memória. Estudos com culturas humanas de células-tronco têm investigado o gene APOE4 e suas implicações.
Colaborações e reconhecimento
Tsai manteve parcerias significativas, incluindo projetos com o MIT e instituições parceiras. Seu trabalho já gerou startups e contribuiu para avanços que buscam tratamentos não invasivos para Alzheimer, como abordagens baseadas em estímulos sensoriais.
A pesquisadora acumula reconhecimentos nacionais e internacionais, com nomeações a academias e prêmios no campo da neurociência. Sua liderança é creditada pela transformação do Picower em um polo de referência no cenário científico.
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