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Novo modelo prevê como mosquitos voarão

Novo modelo 3D do voo de mosquitos prevê trajetórias diante de pistas visuais e químicas, ajudando a criar armadilhas mais eficazes e estratégias de controle

A human figure is colored half black and half white while thousands of flight paths surround it.
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  • Pesquisadores de MIT e Georgia Tech criaram o primeiro modelo tridimensional de voo de mosquitos, com base em experimentos que avaliavam diferentes pistas sensoriais.

  • O estudo identifica três padrões de voo diante de estímulos: “fly-by” (passagem rápida quando há apenas visão do alvo), “double-takes” (dentro quando apenas o cheiro, como CO₂, está presente) e um padrão de “orbiting” quando há pistas visuais e químicas juntos.

  • O modelo pode prever o comportamento de mosquitos frente a outros estímulos, como calor, umidade e certos odores, ajudando a projetar armadilhas mais eficazes.

  • Os pesquisadores dizem que armadilhas precisam de iscas multissensoriais calibradas para manter mosquitos engajados o suficiente para serem capturados, o que pode representar avanços em controle de pragas.

O estudo realizado por pesquisadores do MIT e da Georgia Tech apresenta o primeiro modelo tridimensional do voo de mosquitos, baseado em experimentos com diferentes sinais sensoriais. A pesquisa, publicada hoje na revista Science Advances, descreve como pistas visuais e químicas moldam as trajetórias das moscas.

Em mais de 20 experimentos, foram coletados dados de 53 milhões de pontos e 477 mil trajetórias de mosquitos da espécie Aedes aegypti. Os insetos voaram em uma sala retangular ampla, com estímulos visuais ou químicos no centro, para entender como cada tipo de pista influencia o deslocamento.

Mosquitos expostos apenas a um alvo visual tendem a realizar um voo tipo passagem rápida, mergulhando no alvo e recuando se não detectarem outros indícios. Com apenas cheiro de CO2, aplica-se o padrão de double-takes, com movimentos mais lentos e hesitantes.

Quando há simultaneamente pistas visuais e químicas, os insetos exibem um padrão de orbitagem, circulando o alvo com velocidade estável enquanto se preparam para a aterrissagem. O comportamento não é simplesmente a soma de cada pista isolada.

Modelo e dados

A equipe utilizou câmeras para mapear trajetórias em três dimensões, e um conjunto de estímulos — esfera negra como marcador visual, esfera branca com CO2 simulado, além de combinações com um voluntário humano coberto para reduzir interferências. Os resultados foram usados para desenvolver o modelo preditivo.

Os autores destacam que o modelo pode prever voos diante de outras pistas, como calor, umidade e cheiros específicos. A ideia é aplicar o entendimento do movimento para projetar armadilhas mais eficientes e estratégias de controle de mosquitos.

Implicações para armadilhas

Os pesquisadores defendem o uso de iscas multisensoria calibradas para manter os mosquitos engajados até a captura. O trabalho também pode orientar o estudo de outras espécies, expandindo a análise para diferentes combinações de sinais sensoriais.

O estudo envolveu pesquisadores do MIT, incluindo Chenyi Fei e Alexander Cohen, e da Georgia Tech, com a colaboração de cientistas do CDC em Atlanta. A produção de dados ocorreu em laboratórios com mosquitos em ambiente controlado, visando isolamento de variáveis.

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