- Cientistas estudam abelhas-rainhas Bombus impatiens que hibernam em diapausa por meses e descobrem que algumas sobrevivem a mergulho prolongado em água durante o inverno.
- Em experimento, quatro rainhas submersas ficaram vivas e ativas após saírem da água, revelando capacidade de torpor subaquático.
- Novo estudo, publicado no Proceedings of the Royal Society B, mostrou que as rainhas conseguem respirar debaixo d’água ao reduzir o metabolismo e trocar gases mesmo submersas.
- Durante a imersão, houve acúmulo de ácido lático, indicando metabolismo anaeróbico; ao retornar à terra firme, o ritmo metabólico reverteu em dois ou três dias.
- Pesquisadores buscam entender o mecanismo de oxigenação subaquática, com a hipótese da presença de uma bolha de ar (brânquia física) sob os pelos das abelhas, similar a algumas espécies aquáticas.
Mestres em entomologia revelam uma surpresa inesperada: abelhas-rainhas de mamangavas demonstraram capacidade de respirar debaixo d’água. A descoberta chegou após um incidente de laboratório em 2021, quando tubinhos contendo as rainhas foram inundados pela condensação da geladeira. Quatro rainhas sobreviveram ao submersion.
Durante a diapausa, período de dormência do inverno, as rainhas entram em estado de baixa atividade por meses. O estudo inicial observou que, mesmo submersas, as abelhas mantinham movimento ao saírem da água, sugerindo resistência a alagamentos. Entrevistas com a equipe confirmam a surpresa do achado.
O que mudou no entendimento
A pesquisa, publicada no Proceedings of the Royal Society B, mostra que as rainhas continuam a respirar debaixo da água. Em experimento subsequente com diapausa de quatro a cinco meses, 8 dias de imersão resultaram em metabolismo ainda mais lento e troca gaseosa contínua.
Como medem o fenômeno
Para comprovar, cientistas monitoraram o ritmo metabólico e analisaram o acúmulo de ácido lático, indicador de metabolismo anaeróbico. Em tubinhos inundados, o lactato foi detectado após etapas de submersão, com retorno ao nível normal após a retirada.
O que virá a seguir
Especialistas pretendem entender a origem da respiração subaquática. A hipótese principal aponta para uma bolha de ar, associada aos pelinhos da abelha, que permitiria a troca gasosa sob a água. Pesquisas futuras devem ampliar o conhecimento sobre mamangavas e outras espécies.
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