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Abelhas-rainhas respiram debaixo d’água; entenda como

Estudo aponta que abelhas-rainhas da Bombus impatiens respiram debaixo da água durante diapausa, com metabolismo 99% reduzido e acúmulo de ácido lático

Fotografia de uma abelha rainha em um tubo com água.
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  • Cientistas estudam abelhas-rainhas Bombus impatiens que hibernam em diapausa por meses e descobrem que algumas sobrevivem a mergulho prolongado em água durante o inverno.
  • Em experimento, quatro rainhas submersas ficaram vivas e ativas após saírem da água, revelando capacidade de torpor subaquático.
  • Novo estudo, publicado no Proceedings of the Royal Society B, mostrou que as rainhas conseguem respirar debaixo d’água ao reduzir o metabolismo e trocar gases mesmo submersas.
  • Durante a imersão, houve acúmulo de ácido lático, indicando metabolismo anaeróbico; ao retornar à terra firme, o ritmo metabólico reverteu em dois ou três dias.
  • Pesquisadores buscam entender o mecanismo de oxigenação subaquática, com a hipótese da presença de uma bolha de ar (brânquia física) sob os pelos das abelhas, similar a algumas espécies aquáticas.

Mestres em entomologia revelam uma surpresa inesperada: abelhas-rainhas de mamangavas demonstraram capacidade de respirar debaixo d’água. A descoberta chegou após um incidente de laboratório em 2021, quando tubinhos contendo as rainhas foram inundados pela condensação da geladeira. Quatro rainhas sobreviveram ao submersion.

Durante a diapausa, período de dormência do inverno, as rainhas entram em estado de baixa atividade por meses. O estudo inicial observou que, mesmo submersas, as abelhas mantinham movimento ao saírem da água, sugerindo resistência a alagamentos. Entrevistas com a equipe confirmam a surpresa do achado.

O que mudou no entendimento

A pesquisa, publicada no Proceedings of the Royal Society B, mostra que as rainhas continuam a respirar debaixo da água. Em experimento subsequente com diapausa de quatro a cinco meses, 8 dias de imersão resultaram em metabolismo ainda mais lento e troca gaseosa contínua.

Como medem o fenômeno

Para comprovar, cientistas monitoraram o ritmo metabólico e analisaram o acúmulo de ácido lático, indicador de metabolismo anaeróbico. Em tubinhos inundados, o lactato foi detectado após etapas de submersão, com retorno ao nível normal após a retirada.

O que virá a seguir

Especialistas pretendem entender a origem da respiração subaquática. A hipótese principal aponta para uma bolha de ar, associada aos pelinhos da abelha, que permitiria a troca gasosa sob a água. Pesquisas futuras devem ampliar o conhecimento sobre mamangavas e outras espécies.

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