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Gatos caem em pé, segundo a ciência

Estudo japonês aponta que a flexibilidade da coluna torácica, aliada à rigidez da lombar, permite giro sequencial na queda e reduz risco de lesões

Fotografia de uma gato pulando.
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  • estudo japonês da Universidade de Yamaguchi, publicado em The Anatomical Record em fevereiro, analisou a coluna de cinco gatos mortos.
  • revelou que a torácica é mais flexível e a lombar é mais rígida, ajudando a controlar o giro durante a queda.
  • o movimento é sequencial: a cabeça e as patas dianteiras viram primeiro, com a lombar estabilizando, e a traseira acompanhando.
  • vídeos em câmera lenta com dois gatos a partir de um metro de altura mostraram a frente girando antes da traseira, com marcadores corporais.
  • foi identificada uma “zona neutra” na coluna torácica que permite giro de cerca de 50°, até três vezes mais que a lombar, o que pode orientar modelos biomecânicos e tratamentos de problemas na coluna.

O estudo, realizado no Japão, revela por que gatos parecem sempre cair em pé. Pesquisadores da Universidade de Yamaguchi publicaram as descobertas em The Anatomical Record, em fevereiro deste ano. A pesquisa analisa a flexibilidade da coluna felina como fator-chave.

A investigação aponta que a coluna dos gatos tem zonas com diferentes graus de flexibilidade. A torácica é mais maleável, enquanto a lombar é mais rígida, permitindo controle do corpo durante a queda.

Metodologia e resultados

Para chegar aos dados, foram analisadas cinco colunas de gatos mortos e realizadas provas de força, flexibilidade e resistência. Em paralelo, vídeos em alta velocidade registraram quedas de dois gatos sobre uma almofada a partir de 1 metro.

Os vídeos mostraram que a cabeça e as patas frontais giram no ar antes da traseira, evidenciando o movimento sequencial. A torácica flexível facilita o giro, enquanto a lombar rígida estabiliza o movimento.

Os pesquisadores identificaram ainda uma “zona neutra” na coluna torácica, que permite giro de cerca de 50° com menos esforço. A lombar, neste aspecto, gira até cerca de um terço dessa magnitude.

Implicações

Os achados ajudam a entender melhor o movimento biomecânico de quedas em felinos. Os autores sugerem que os dados podem embasar modelos mais precisos de movimento animal.

Além disso, a pesquisa aponta para aplicações na medicina veterinária, como o tratamento de problemas na coluna de gatos. O estudo ressalta o valor de entender a mecânica do corpo para reduzir lesões.

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