- Pesquisadores do MIT estudaram a mineralização do CO₂ em rochas basálticas, usando imagens de raio-X; o estudo foi publicado na revista AGU Advances.
- Ao injetar fluido nas rochas, a permeabilidade caiu rapidamente, enquanto a porosidade permaneceu relativamente estável.
- Minerais se formam em túneis estreitos que conectam grandes poros, bloqueando o caminho, mas o fluido ainda consegue passar, em ritmo menor.
- Mesmo com o entupimento inicial, as rochas podem reter mais CO₂ ao longo do tempo, sugerindo capacidade de armazenamento adicional.
- Sensores ultrassônicos acompanharam mudanças na porosidade, indicando que análises acústicas podem monitorar a capacidade de armazenamento das rochas.
O desempenho da mineralização de CO2 em rochas sob análise. Pesquisadores do MIT estudaram, com imagens de tomografia, como o CO2 se transforma em minerais dentro de basaltos ao ser injetado, buscando avaliar a capacidade de armazenar carbono de forma estável ao longo do tempo.
Em experimento com basaltos de coleta de 2023, os pesquisadores injetaram fluidos rica em CO2 e observaram, via CT, como as rochas perdem permeabilidade rapidamente, mas mantêm a porosidade relativamente estável. A mineralização ocorre principalmente em microfendas que ligam poros maiores.
Os resultados indicam que a formação de minerais reduz a passagem de fluido, ainda que o fluxo permaneça possível. A formação continua em fissuras pequenas ao longo de dias ou semanas, sugerindo potencial de armazenamento contínuo de CO2, mesmo com baixa permeabilidade.
O que mudou com os experimentos
A equipe monitorou a evolução das estruturas rochosas com sensores ultrassônicos, verificando que a velocidade de ondas aumenta conforme a porosidade diminui. Esse método pode ajudar a estimar, de forma prática, a capacidade de armazenamento de rochas subterrâneas.
Os pesquisadores usaram amostras de basaltos obtidas na Islândia e fluidos que mineralizam rapidamente ao combinar-se. Os dados, obtidos em tomografia, mostraram que a permeabilidade cai cerca de uma ordem de grandeza em 24 horas, enquanto a porosidade se reduz de forma mais gradual.
A pesquisa, publicada na AGU Advances, é liderada por geofísicos do MIT e conta com coautores da EAPS e do Schlumberger-Doll Research Center. Além de confirmar a viabilidade da mineralização, o estudo aponta caminhos para monitorar e otimizar o processo.
Contexto e desdobramentos
Projetos-piloto, como o CarbFix na Islândia, já demonstraram que mais de 95% do CO2 injetado pode se transformar em minerais em até dois anos. O MIT busca entender como essa transformação afeta a capacidade de armazenamento ao longo de tempo.
As descobertas ajudam a esclarecer como a química e a geometria das rochas influenciam o transporte de fluidos durante a mineralização. Os resultados são considerados promissores para futuras operações de armazenamento subterrâneo de CO2.
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