- A revista Pesquisa Fapesp deixará de circular em versão impressa e as três publicações serão unificadas em uma plataforma online.
- A mudança faz parte de uma estratégia da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo para modernizar a divulgação científica nas redes e entre influenciadores digitais.
- Apesar da integração, a Fapesp afirma que as especificidades de cada veículo serão mantidas.
- A Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Ciência divulgou uma carta de apoio à permanência das versões impressa e online, alertando para possível impacto na autonomia editorial e na diversidade de abordagens.
- A publicação histórica tem sido uma importante fonte de divulgação de pesquisas brasileiras, com conteúdos gratuitos no site da revista.
A Revista Pesquisa Fapesp deixará de circular em versão impressa, passando a operar apenas em formato online. A mudança envolve a consolidação de todas as publicações da Fapesp em uma única plataforma de divulgação científica. O objetivo é modernizar a comunicação e ampliar o alcance nas redes.
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) reúne atividades de fomento à pesquisa, bolsas e apoio a projetos de diversas áreas. A decisão impacta o veículo impresso, que já circulava gratuitamente entre pesquisadores, bibliotecas e instituições de ensino.
A transição já estava em estudo e foi anunciada pela própria Fapesp. A iniciativa visa fortalecer a presença digital da agência, ampliar interação com influenciadores e redes sociais e manter a atualização constante do conteúdo divulgado.
Mudança na divulgação científica
Segundo nota da Fapesp, as três publicações antigas serão reunidas em uma plataforma única online. Mesmo com a integração de equipes, as singularidades de cada veículo serão preservadas para não comprometer o conteúdo especializado.
A Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Ciência, RedeComCiência, manifestou apoio à manutenção das versões impressa e online. A carta ressalta riscos à autonomia editorial, à diversidade de abordagens e à credibilidade construída ao longo do tempo.
Segundo a carta, a reorganização é válida, mas a redução de canais pode empobrecer o debate científico no país. Centenas de assinaturas defendem a continuidade de formatos distintos para ampliar a cobertura.
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