Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Possível criatura ciclope explicaria origem dos nossos olhos

Nova hipótese sustenta que olhos modernos teriam surgido de um ancestral ciclope com um olho na cabeça, há cerca de 560 milhões de anos

Fotografia de um olho de um tucunaré, Amazônia, Brasil.
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisadores publicaram na revista Current Biology a hipótese de que os olhos dos vertebrados teriam surgido a partir de um ancestral invertebrado ciclope, que vivia enterrado no fundo do mar há cerca de 560 milhões de anos.
  • A ideia é que esse olho único tenha resultado da fusão de dois olhos que os ancestrais possuíam, tornando a visão mais eficaz para um estilo de vida mais sedentário.
  • Com o tempo, esse caminho levou ao desenvolvimento de duas estruturas sensíveis à luz em cada lado da cabeça, evoluindo para os olhos dos vertebrados atuais.
  • No caso dos peixes, a mesma base pode ter originado a retina a partir de tecidos cerebrais; já em invertebrados, os olhos teriam vindo da pele da cabeça.
  • Avaliações anteriores sugeriam que o surgimento de olhos com capacidade de formar imagens levaria cerca de quatrocentos milhares de anos, mas fósseis de vertebrados com olhos mais antigos indicam novas possibilidades, incluindo a presença de dois olhos adicionais em alguns casos de cerca de 518 milhões de anos atrás.

Uma hipótese aborda a origem dos olhos dos vertebrados a partir de um ancestral invertebrado, descrito como uma criatura ciclope que vivia enterrada no fundo do oceano. Em seu trecho inicial, células fotossensíveis ao topo da cabeça ajudavam a distinguir dia e noite, além de orientar o relógio biológico.

O estudo, publicado na Current Biology, sustenta que o olho dos animais de hoje teria evoluído de um ancestral comum de cerca de 560 milhões de anos. A proposta reconstitui um caminho gradual a partir de uma única estrutura ocular.

A pesquisa atual complementa trabalhos anteriores que já discutiam prazos evolutivos. Em 1994, o neurobiólogo Dan-Eric Nilsson estimou, junto com Susanne Pelger, que o surgimento de visão funcional poderia ocorrer em menos de milhões de anos, o que contrastava com leituras extremas de bilhões.

Origem e evolução de estruturas oculares

Conforme a hipótese, o olho inicial teria resultado da fusão de dois olhos que os ancestrais possuíam, gerando um conjunto de células fotossensíveis na região central da cabeça. Ao longo de milhões de anos, esse aparato evoluiu para permitir melhor detecção de formas e movimentos.

Com o avanço evolutivo, populações que deixaram o ambiente de recifes passaram a depender de olhos mais complexos para navegar na água. As primeiras formas com retina rudimentar surgiram em lados opostos da cabeça, dando origem aos olhos dos vertebrados modernos.

Do olho à glândula pineal e aos vertebrados modernos

A pesquisa aponta que o olho que fica acima da cabeça persiste em alguns grupos como a glândula pineal de peixes, responsável pela regulação do ritmo circadiano e pela produção de melatonina. Em humanos, esse mesmo órgão fica dentro do crânio, mantendo a função de relógio biológico.

Entre vertebrados e invertebrados, a principal diferença seria a origem dos olhos: retina derivada de tecidos do cérebro nos vertebrados, versus estruturas da pele na base dos invertebrados. A conclusão contrasta com a ideia de que olhos teriam surgido apenas em duplicação de estruturas.

Potenciais novas evidências

Dados recentes, de janeiro, sugerem que fósseis de vertebrados com olhos datados em 518 milhões de anos revelam a possibilidade de dois pares de olhos adicionais, não apenas um olho vestigial no topo da cabeça. Essas descobertas abrem espaço para revisões sobre a diversidade inicial de olhos na evolução.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais