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Gerente do CNIO renuncia e abre crise no maior centro de câncer da Espanha

Renúncia do gerente do CNIO amplia crise no maior centro de câncer da Espanha, em meio a denúncias de assédio e evidências de contratos irregulares sob a gestão anterior

Investigadores protestan frente al Centro Nacional de Investigaciones Oncológicas (CNIO) en Madrid.
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  • O CNIO aceitou a renúncia do diretor gerente José Manuel Bernabé após uma denúncia de assedio feita por Laura Muñoz.
  • Bernabé investigava uma suposta trama de corrupção no centro e já havia enviado à Fiscalía Anticorrupción até cinco relatórios com indícios de irregularidades.
  • Muñoz, que era próxima a um ex-gerente ligado à irregularidade, alega que houve pressão sobre horários e compartilhamento de imagens pessoais.
  • A ministra de Ciência, Diana Morant, confirmou que Bernabé precisa deixar o cargo, citando conduta reprovável e caso de assédio.
  • Cientistas do CNIO apoiam Bernabé e pedem independência da nova gestão; na prática, o CNIO segue imerso em crise institucional.

O patronato do CNIO aceitou a renúncia de José Manuel Bernabé, diretor gerente da instituição, após uma denúncia por assédio feita por Laura Muñoz. Bernabé havia assumido o cargo em setembro de 2025 para investigar uma possível trama de corrupção no centro.

Muñoz, que já havia sido afastada da Secretaria Geral em novembro de 2025, acusa o gerente de assédio envolvendo mensagens, horários de trabalho e compartilhamento de conteúdo pessoal. A denúncia foi divulgada por veículos de imprensa e encaminhada aos recursos humanos do CNIO.

Bernabé já havia apresentado a defesa de sua gestão à luz das investigações em curso, incluindo inúmeros relatórios à Fiscalía Anticorrupción. O objetivo dele era esclarecer supostas irregularidades envolvendo contratos e nomes ligados a uma antiga liderança do CNIO.

Medidas e contexto institucional

Diversos pesquisadores do CNIO manifestaram apoio a Bernabé, afirmando que ele colaborou com as autoridades e buscou transparência. Em comunicado, a maioria dos chefes científicos defendeu a necessidade de continuidade da investigação independente.

O Ministério de Ciência, Inovação e Universidades e a ministra Diana Morant reiteraram que o novo comando deve manter autonomia para apurar irregularidades. Morant informou que Bernabé precisa deixar o cargo devido à natureza da conduta denunciada.

Repercussões internas e próximas etapas

Sindicatos do CNIO convocaram uma mobilização para o dia seguinte, pedindo que a nova gestão seja independente e continue colaborando com autoridades. A concentração ocorreu em meio a cobranças por mudanças na cúpula diretiva.

Pesquisadores destacam que, mesmo após a saída, há cargos da era anterior no centro. A comunidade científica aponta a necessidade de esclarecer tudo para restabelecer o prestígio do CNIO, principal polo de pesquisa oncológica do país.

Atores envolvidos e desdobramentos

Entre os citados na imprensa, Laura Muñoz é apontada como próxima de Arroyo, ex-gerente ligado à suposta trama. Bernabé investigava contratos irregulares que poderiam favorecer Arroyo e seus colaboradores, segundo relatos não oficiais.

A institucionalidade segue buscando equilíbrio entre apuração rigorosa, proteção aos trabalhadores e continuidade das pesquisas. Ainda não há confirmação sobre quem assumirá interinamente a gerência ou qual o novo diretor científico será confirmado.

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