- O Departamento de Saúde e Serviços Humanos está finalizando uma regra que impediria pagamentos do Medicaid e do Medicare para serviços de saúde de menores de 18 anos que envolvam cuidados de afirmação de gênero, afetando várias redes de atendimento.
- Grandes clínicas dos EUA anunciaram o fim de programas pediátricos de cuidado afirmativo de gênero, reduzindo o acesso de crianças trans a esse tipo de cuidado.
- A administração também informou que deixaria de oferecer cuidados de afirmação de gênero a pessoas trans em prisões, com medidas que incluem descontinuação de hormônios e mudanças em roupas e itens de higiene.
- Cientistas e defensores afirmam que a forma como sexo e gênero são apresentados está distorcida, o que pode abrir caminho para restrições adicionais a outros cuidados, como aborto e vacinas.
- Especialistas destacam que as políticas baseadas em ciência distorcida afetam toda a população e criticam o discurso da administração sobre “sexo imutável”, ressaltando a complexidade biológica e a variação entre indivíduos.
O governo dos Estados Unidos avança com regras que podem restringir o atendimento de saúde a pessoas trans, incluindo menores de idade. Em meio a isso, cientistas afirmam que a ciência sobre sexo e gênero está sendo mal interpretada e que a medida pode impactar o acesso a serviços de saúde para todos os americanos.
Especialistas alertam que a má compreensão da biologia pode abrir espaço para políticas públicas que barreiam tratamentos médicos. Hospitais e redes de saúde reduziram ou encerraram programas de atendimento de afirmação de gênero para pacientes pediátricos sob pressão regulatória.
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos finaliza uma regra que bloqueia pagamentos do Medicaid e do Medicare a serviços de saúde de pessoas com menos de 18 anos, incluindo bloqueadores de puberdade e hormônios. O período de consulta pública já terminou.
Como consequência, grandes instituições de saúde nos EUA anunciaram o encerramento de programas de atendimento de afirmação de gênero infantil. Mount Sinai, NYU Langone, Mary Bridge e University of Utah Health citam decisões administrativas para limitar o acesso a esse cuidado.
Paralelamente, o governo anunciou a suspensão de atendimento de saúde afirmativo para pessoas trans em unidades prisionais. A norma impede que indivíduos recebam tratamento hormonal, mudanças de vestuário ou procedimentos de modificação não cirúrgica.
A narrativa oficial descreve sexo como biológico e imutável, o que contrasta com visões médicas que reconhecem diversidade biológica. Cientistas destacam que a definição de sexo varia e não se reduz a cromossomos únicos.
Estudos mostram que limitar o atendimento com base em concepções distorcidas de sexo pode ampliar barreiras em outras áreas, como aborto e vacinas, e gerar consequências para a saúde pública.
Para além de políticas, profissionais de saúde relatam disseminação de informações incorretas que dificultam o cuidado adequado. Pacientes trans e cisgênero podem enfrentar atrasos e tratamentos menos eficazes.
De acordo com especialistas, o movimento de restringir direitos reprodutivos e de identidade de gênero está ligado a uma visão ideológica dominante. Eles apontam para impactos na autonomia corporal e na segurança de pessoas vulneráveis.
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