- O surto global atual de mpox começou em maio de 2022; até 31 de janeiro de 2026 foram confirmados 1.334 casos e 3 mortes em cinquenta países, com a OMS tendo declarado Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional em 2022 e em 2024 (encerrada em setembro de 2025).
- No Brasil, até 20 de fevereiro de 2026 foram diagnosticados pelo menos 62 casos; a maioria é leve ou moderada e não houve mortes registradas em 2026.
- Sintomas comuns: febre, dor de cabeça, dores no corpo, linfonodos inchados, calafrios; surgem lesões na pele que vão de manchas a bolhas, com as fases evolutivas até a cicatrização.
- Transmissão: ocorre principalmente por contato próximo com pessoas infectadas, especialmente com lesões e fluidos; não é doença apenas sexual, e pode ocorrer em ambientes domésticos ou entre profissionais de saúde.
- Vacina e manejo: vacinas contra varíola protegem contra mpox; no Brasil, o SUS oferece vacina para prevenção e pós‑exposição, com critérios técnicos; não há medicamento específico aprovado para mpox e o manejo é baseado em alívio de sintomas e prevenção de complicações.
O dossiê sobre mpox reúne 16 perguntas e respostas para esclarecer a doença, incluindo sintomas, formas de transmissão, vacinas e o cenário no Brasil em 2026. O material sintetiza dados de organizações de saúde e relatos oficiais, com foco em informações verificáveis.
Globalmente, a mpox tem origem atribuída ao vírus MPXV, identificado na década de 1950 em macacos. O primeiro caso humano ocorreu em 1970, na República Democrática do Congo, marcando o início do monitoramento. A doença tornou-se endêmica em partes da África e ganhou alcance mundial a partir de 2022.
Surto e panorama internacional
O surto global mais recente começou em maio de 2022, com transmissão predominantemente entre pessoas por contato próximo. A OMS declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional em 2022 e, novamente, em 2024; a segunda emergência foi encerrada em 5 de setembro de 2025. Em 2026, até 31 de janeiro, havia 1.334 casos confirmados em 50 países, com três mortes.
Situção no Brasil em 2026
No Brasil, até 20 de fevereiro de 2026, foram registrados pelo menos 62 casos, segundo dados do Ministério da Saúde e secretarias estaduais. A maioria tende a apresentar quadros leves ou moderados, sem mortes até o momento.
Sintomas, diagnóstico e transmissão
Os sintomas iniciais costumam incluir febre, dor de cabeça e mal-estar, seguidos de lesões na pele que aparecem no rosto, mãos, pés e região genital. A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com pessoas infectadas, incluindo lesões, fluidos e objetos contaminados.
O diagnóstico é laboratorial, por meio de testes moleculares ou sequenciamento genético, com amostras de secreção de lesões ou crostas. A notificação no Brasil é obrigatória e deve ocorrer em até 24 horas.
Vacinas, disponibilidade e uso no SUS
Vacinas desenvolvidas contra a varíola também protegem contra mpox. No Brasil, o SUS oferece vacinação para prevenção e para uso pós-exposição, com critérios técnicos específicos. A aplicação não está disponível para o público em geral, seguindo diretrizes oficiais.
Tratamento e manejo
Não há medicamento específico aprovado apenas para mpox; o manejo é voltado a alívio de sintomas, prevenção de complicações e cuidado de lesões. A recuperação costuma ocorrer entre duas a quatro semanas, dependendo do caso e da saúde do paciente.
Orientações para quem pode estar em risco
Pessoas com maior risco contam com orientações de isolamento até a cicatrização completa das lesões. Profissionais de saúde devem adotar equipamentos de proteção individual em atendimentos. Ao manter cuidados, não compartilhar itens de uso pessoal com infectados.
Nomes e diferenças com a varíola
O termo mpox substitui a expressão varíola dos macacos, adotada para evitar estigmatização. A mpox é causada pelo MPXV, enquanto a varíola humana foi erradicada em 1980 e apresentava mortalidade superior, com diferenças relevantes na transmissão.
Perspectivas para profissionais de saúde e público
A Fiocruz oferece curso sobre mpox voltado a vigilância e educação, com certificados. O Ministério da Saúde mantém portal com protocolos e orientações atualizados, enquanto a OMS disponibiliza cursos online sobre mpox. A comunidade médica e o público devem consultar fontes oficiais para informações atualizadas.
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