- O ex-ministro da Saúde, Jeremy Hunt, pediu que médicos ajudem a melhorar a detecção da placenta accreta spectrum (PAS), uma complicação rara do parto.
- Hunt apoia campanha lançada por Amisha Adhia e seu marido, Nik, após cinco hospitais não identificarem PAS na gestação dela.
- Ele enviou carta à presidente do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG) cobrando revisão das diretrizes sobre PAS e transparência com as famílias.
- A RCOG está atualizando suas orientações pela primeira vez desde 2018, com divulgação prevista para o verão, e ressaltou a importância da identificação precoce e de equipes especializadas.
- Parlamentares dos partidos trabalhista e liberal-democrata concordaram com a necessidade de diagnóstico mais preciso, melhor treinamento e vigilância nacional sobre PAS.
Jeremy Hunt pediu aos médicos que atuem com mais afinco para detectar a placenta accreta spectrum (PAS), uma complicação rara de parto que pode levar a uma hemorragia fatal em poucos minutos. A cobrança ocorreu após a família Adhia relatar falhas no diagnóstico durante a assistência a Amisha Adhia.
O ex-secretário de Saúde expresa apoio a uma nova campanha para melhorar a identificação da PAS no NHS. A iniciativa foi criada por Amisha e Nik Adhia após cinco hospitais não reconhecerem a PAS que ela enfrentou durante a gestação.
Hunt encaminhou uma carta à presidente do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG) pedindo que os possíveis problemas apontados pela família Adhia sejam considerados na revisão das diretrizes sobre a condição. A revisão é a primeira desde 2018.
Relevância da revisão
A carta também destaca a necessidade de maior vigilância nacional sobre PAS, melhoria no reconhecimento dos riscos e mais capacitação para equipes médicas, segundo Hunt, que atua como presidente da bancada parlamentar de segurança do paciente.
Amisha Adhia afirmou que a RCOG deve reavaliar diretrizes maternas, consideradas desatualizadas há quase uma década, para facilitar a detecção precoce da PAS. Ela descreveu uma percepção recorrente de falhas compartilhadas por profissionais e famílias.
A defesa pública da campanha vem acompanhada de relatos de profissionais de saúde que teriam observado lacunas semelhantes em diferentes unidades, segundo a também participante da iniciativa. A vigilância nacional é vista como crucial para indicar a real dimensão do problema.
O RCOG afirmou que as orientações serão atualizadas ainda neste ano, com diretrizes voltadas a identificar a PAS por meio de exames gestacionais e imaging de seguimento, para planejar o cuidado com equipes especializadas.
Para o debate político, o ex-ministro da Saúde Labour, Philip Hunt, disse que o país ainda não tem um panorama claro sobre quantas mulheres são afetadas anualmente ou se as unidades estão suficientemente preparadas para lidar com a PAS. Ele pediu ações do governo e do NHS para melhorar o diagnóstico.
A associated Lib Dems, representada pela porta-voz Helena Morgan, destacou falhas de identificação de casos perdidos e defendeu maior treinamento para detectar PAS precocemente. O objetivo é reduzir riscos de hemorragia e melhorar os desfechos para mães e recém-nascidos.
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