- Em Nova Delhi, Índia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou a estratégia brasileira para uso da inteligência artificial na saúde pública durante a Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial.
- Padilha ressaltou que o Brasil quer liderar a IA em saúde centrada nas pessoas, com o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecendo escala e diversidade de dados para soluções inovadoras.
- O SUS realizou, em 2025, cerca de 1,4 bilhão de exames, 1,6 bilhão de consultas e mais de 14,7 milhões de cirurgias.
- A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) passou de 743 milhões para 4,3 bilhões de registros desde 2023, fortalecendo uma das maiores bases públicas de dados sanitários.
- O Meu SUS Digital registra 70 milhões de downloads e está ativo em mais de 40 mil unidades de saúde; a IA já auxilia no diagnóstico, previsão de surtos de dengue, síndromes respiratórias e organização de filas, além de reduzir o tempo de análises no Super Centro Brasil de Diagnóstico do Câncer.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou, nesta sexta-feira (20), em Nova Delhi, a estratégia brasileira para uso da Inteligência Artificial na saúde pública, durante o painel da Cúpula de Impacto da IA. O evento reúne líderes mundiais, empresas de tecnologia e chefes de Estado para debater governança, segurança e aplicações práticas da IA.
Padilha destacou a evolução digital no setor e o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) como base para soluções de IA centradas nas pessoas. Ele afirmou que o Brasil quer ser protagonista regional no desenvolvimento de IA em saúde, fortalecendo cooperação global e avanços econômicos, tecnológicos e sociais.
O ministro ressaltou que o Brasil possui o maior sistema público universal do mundo, o que assegura dados diversos para inovação. Em 2025, o SUS realizou cerca de 1,4 bilhão de exames, 1,6 bilhão de consultas e mais de 14,7 milhões de cirurgias.
Saúde digital e dados como base da inovação
Padilha apresentou avanços estruturantes, como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), que padroniza informações clínicas com segurança. Desde 2023, a RNDS passou de 743 milhões para 4,3 bilhões de registros, ampliando uma das maiores bases de dados sanitários.
O aplicativo Meu SUS Digital, que conecta cidadãos, profissionais e gestores, chegou a 70 milhões de downloads e é utilizado em mais de 40 mil unidades de saúde. O ministro afirmou que a escala e a cooperação permitem um ambiente seguro de saúde digital.
IA na prática no SUS
Entre as ações, o painel destacou sistemas que ajudam a prever surtos de dengue e síndromes respiratórias, além de ferramentas de diagnóstico por imagem e organização de filas para consultas e cirurgias. Uma iniciativa relevante é o Super Centro Brasil de Diagnóstico do Câncer, que reduz o tempo de análise de biópsias de seis meses para cerca de 15 dias.
Padilha afirmou que a meta é oferecer atendimento com o que há de mais inovador, independentemente da condição econômica do cidadão. A ideia é ampliar o acesso e a qualidade do cuidado por meio de IA.
Cooperação internacional e protagonismo do Sul Global
O ministro enfatizou a importância da cooperação internacional e do papel estratégico do Sul Global na construção de IA ética e soberana. Segundo ele, é possível criar uma IA que seja inteligente e justa na proteção da vida, com soberania para cada país.
O Brasil pretende ampliar investimentos em hospitais inteligentes, telemedicina e plataformas digitais, além de utilizar o poder de compra do Estado e instrumentos regulatórios para estimular a inovação.
IA como ferramenta para fortalecer o SUS
Ao encerrar a participação, Padilha destacou que a IA deve ampliar o acesso e qualificar o cuidado, sem substituir o trabalho humano. Ele reforçou que a saúde demanda uma IA centrada nas pessoas, capaz de fortalecer o SUS e os serviços públicos.
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