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Fósseis de nova espécie de dinossauro gigante são encontrados no Níger

No Níger, fósseis revelam Spinosaurus mirabilis, predador semiaquático de cerca de 12 metros, com crista craniana de 50 cm e dieta piscívora

Ilustração mostra um dinossauro Spinosaurus mirabilis em pé na margem da água sobre uma carcaça, há cerca de 95 milhões de anos, no que hoje é o Deserto do Saara, no Níger A ilustração foi divulgada pela Universidade de Chicago em 19 de fevereiro de 2026 Dani Navarro/Divlugação via REUTERS
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  • Fósseis encontrados no Níger, no deserto do Saara, correspondem a uma nova espécie de Spinosaurus chamada Spinosaurus mirabilis.
  • A espécie tinha cerca de 12 metros de comprimento e pesava entre 5 e 7 toneladas, com crista craniana de cerca de 50 centímetros e vela dorsal alongada.
  • Era predadora piscívora que caçava peixes de grande porte em rios, com focinho alongado semelhante ao de um crocodilo e dentes cônicos que formavam uma “armadilha” para peixes.
  • A crista provavelmente servia para exibição, não para ataque, e a posição das narinas indicava capacidade de submergir o focinho para capturar presas aquáticas.
  • O estudo, publicado na revista Science, aponta que o Spinosaurus mirabilis acrescenta uma segunda espécie conhecida do gênero e reforça a ideia de adaptação a ambientes de água doce, em oposição à hipótese de ser totalmente aquático.

O seu: Fósseis de nova espécie de dinossauro gigante são encontrados no Níger. Cientistas descrevem Spinosaurus mirabilis, um predador semiaquático, a partir de fósseis encontrados no deserto do Saara, no Níger. A pesquisa aponta que a espécie vivia há cerca de 95 milhões de anos, no CretáceoInferior.

O animal tinha cerca de 12 metros de comprimento e peso entre 5 e 7 toneladas. Possuía crista craniana de cerca de 50 cm, uma vela dorsal marcante e focinho alongado semelhante ao de crocodilos. As mandíbulas abrigavam dentes largos, adaptados para capturar peixes grandes.

Os fósseis foram encontrados em Jenguebi, localidade remota do Saara, após expedição de 2022 que partiu de Agadez. Partes de três crânios e outros ossos foram localizados, junto com fósseis de outras espécies. O estudo foi publicado na revista Science, com participação de paleontólogos da Universidade de Chicago e de instituições espanholas.

Hipótese aquática

A descoberta reforça a ideia de que o Spinosaurus mirabilis era um predador de água rasa, não totalmente aquático. A anatomia do animal indica adaptações piscívoras extremas, com dentes cônicos que formam uma armadilha eficaz para peixes.

A crista óssea, provavelmente revestida de queratina, pode ter servido para exibição, defesa de território ou reconhecimento entre indivíduos, conforme análise dos pesquisadores. Eles destacam que o animal mergulhava parcialmente para capturar presas aquáticas enquanto respirava.

A espécie conhecida Spinosaurus aegyptiacus existia também no período, com fósseis encontrados no Egito e no Marrocos. Os dois grupos teriam compartilhado traços como uma vela dorsal, mas mirabilis apresentava crista maior e focinho mais alongado, além de dentes mais espaçados.

Os cientistas afirmam que o Spinosaurus mirabilis representa uma das adaptações piscívoras mais extremas entre dinossauros carnívoros. O estudo ressalta que o animal caçava principalmente peixes grandes, como celacantos, nos cursos d’água da região.

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