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Tiranossauro deixa dente no crânio da presa; fóssil registra ataque

Fóssil de edmontossauro com dente de tiranossauro incrustado aponta ataque ativo de T. rex há 66 milhões de anos

Ilustração da 'A Mordida', da paleoartista Jenn Hall.
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  • Fóssil de edmontossauro encontrado em Montana preserva dente de tiranossauro incrustado no focinho, datado de cerca de 66 milhões de anos atrás.
  • O crânio quase completo (MOR 1627) mostra o ataque de um tiranossauro com crânio entre 86 cm e 1,12 m de comprimento, com peso acima de 1,8 tonelada e possivelmente próximo de seis toneladas.
  • O dente, com cerca de 2,2 cm de altura preservada, penetrou o osso nasal em ângulo inclinado; não há sinais de cicatrização, sugerindo morte do edmontossauro durante a mordida.
  • Além do dente, o crânio apresenta ao menos 23 marcas de mordida, indicando que o tiranossauro também consumiu parte da carne após a morte.
  • A posição do dente indica mordida frontal para imobilizar o animal, apoiando a hipótese de predação ativa do tiranossauro, não apenas consumo de carcaça.

Um fósseis raro de Edmontossauro, com um dente de Tiranossauro incrustado no focinho, oferece evidência direta sobre a caça de um dos maiores predadores da Terra. A peça tem cerca de 66 milhões de anos e foi descoberta em Montana, nos EUA.

O crânio quase completo de um edmontossauro adulto foi encontrado na Formação Hell Creek. O dente, de 2,2 cm, ficou incrustado no osso nasal, preservando o ataque no momento da morte.

O achado, descrito na peer-reviewed PeerJ, mostra que o T-Rex foi um caçador ativo e não apenas um carniceiro. A mordida foi forte o suficiente para que o dente se prendesse ao osso sem cicatrização ao redor.

Detalhes do achado

Tomografias revelam que o dente penetrou o focinho num ângulo inclinado, preso na cavidade nasal. Além disso, o crânio do edmontossauro apresenta pelo menos 23 marcas de mordida adicionais, associadas a músculos da mandíbula.

A análise indica que o tiranossauro atacou de frente, mirando o focinho, o que sugere controle da presa ou golpe fatal. Esse padrão é compatível com predação ativa, não apenas consumo de carcaça.

Implicações sobre o comportamento do T-Rex

A força da mordida foi suficiente para partir o dente, uma evidência de uma das mordidas mais robustas da história. O crânio permanece relativamente intacto, apontando para abandono da carcaça após a agressão.

A descoberta reforça a visão de que o T-Rex era predador ativo, não somente necrófago. Pesquisadores destacam que o episódio registra predação seguida de consumo parcial da carcaça e posterior abandono.

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