- Nantucket iniciou testes de água residuária no verão passado para monitorar substâncias de risco e opioides na comunidade.
- Os resultados mostraram níveis de cocaína até três vezes a média nacional, com pico de 2.948,70 ng/L em 14 de outubro e acima da média regional.
- O índice voltou a passar de 2.800 ng/L poucos dias antes do Natal; níveis de fentanil e metanfetamina ficaram bem abaixo das médias regionais e nacionais.
- A evidência sugere que parte da cocaína chega ao sistema de esgoto sem ter sido metabolizada, ou seja, houve descarte/derramamento além do consumo humano.
- Autoridades dizem que os dados ajudam a identificar padrões e orientar intervenções baseadas em evidências; mais testes são necessários para planejar estratégias de saúde pública.
A cidade de Nantucket, ilha em Massachusetts, iniciou, no verão passado, testes de água residuais para monitorar substâncias de risco. Resultados preliminares mostraram um nível incomumamente alto de cocaína na rede de esgoto da vila litorânea.
As medições apontaram que a concentração de cocaína pode chegar a até três vezes a média nacional. Em outubro e dezembro houve pressões maiores, chegando a níveis considerados perigosos pela prefeitura local.
Os dados também indicaram que fentanil e metanfetamina ficaram bem abaixo das médias regionais e nacionais, sugerindo que a cocaína continua o principal uso recreativo na região.
O que mudou e quem analisa
A equipe de saúde pública de Nantucket afirmou que o objetivo é mapear padrões e orientar intervenções rápidas. O aumento sustentado de marcadores de drogas pode levar a ações de educação, triagem e apoio à recuperação.
Roque Miramontes, diretor de saúde, afirmou que mais testes são necessários para planejar estratégias. O foco está em detectar picos prolongados e mobilizar parceiras de saúde comportamental com informações práticas.
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