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Tatiana Sampaio lidera descoberta que pode devolver movimentos humanos

Anvisa autoriza estudo clínico da polilaminina da UFRJ para lesão medular, com cinco pacientes voluntários na fase inicial de segurança.

Tatiana Sampaio está à frente da pesquisa com a polilaminina, molécula que reacendeu a esperança de pessoas com lesões na medula
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  • Tatiana Sampaio, bióloga da UFRJ, comanda a pesquisa da polilaminina desde 1998, molécula criada a partir da placenta humana para reverter lesões na medula espinhal.
  • A polilaminina é uma versão recriada em laboratório da laminina, proteína que ajuda neurônios a se conectarem.
  • Em estudo com oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos, seis recuperaram movimentos e um voltou a andar sozinho.
  • Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou o início de um estudo clínico em cinco voluntários para avaliar a segurança do tratamento.
  • A pesquisa conta com parceria com o laboratório Cristália e apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro; em dezembro de 2023, a descoberta gerou royalties de R$ 3 milhões para a UFRJ.

Tatiana Sampaio está à frente de uma linha de pesquisa que busca restaurar movimentos após lesões na medula. A polilaminina, criada em laboratório a partir da laminina natural do corpo, foi desenvolvida pela UFRJ com base em placenta humana e vem recebendo atenção nacional. A iniciativa envolve a coordenação do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular, no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.

A pesquisa começou em 1998, com a finalidade de reverter ou reduzir danos da medula espinhal. Durante o estudo, a polilaminina foi aplicada a oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos, levando à recuperação de movimentos em seis deles. Um participante ganhou capacidade de andar novamente, mesmo que de forma autônoma em alguns momentos.

Avanços regulatórios e parcerias

Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou o início do estudo clínico para avaliar a segurança do medicamento. A primeira fase envolve cinco voluntários, com aplicação na área lesionada para estimular novas conexões nervosas e a recuperação de movimentos. A proposta é avaliar segurança e eficácia preliminar do tratamento.

De acordo com a Agência Brasil, a descoberta já rendeu royalties de cerca de R$ 3 milhões à UFRJ em dezembro de 2023, valor dividido entre os inventores, a universidade e o Instituto de Ciências Biomédicas. A participação internacional ficou prejudicada pela perda da patente da polilaminina no exterior.

Parcerias e apoio institucional

A pesquisa tem parceria com o laboratório Cristália e conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a FAPERJ. Esses aliados apoiam o desenvolvimento da polilaminina desde as fases iniciais até a aplicação clínica em estudo.

Trajetória de Tatiana Sampaio

Formada em Ciências Biológicas pela UFRJ, Sampaio atua há décadas na área. Fez mestrado e doutorado, além de estágios no exterior, e assumiu a carreira docente aos 27 anos na universidade. Hoje, aos 59, lidera a pesquisa e também coordena estudos com cães para avaliar lesões crônicas.

Além de dirigir a linha de pesquisa, Sampaio atua como sócia e consultora científica da Cellen, empresa que trabalha com células-tronco para uso veterinário.

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