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Saúde reforça atendimento a crianças com suspeita de coqueluche no Yanomami

Equipes de saúde ampliam atendimento a crianças no território Yanomami após confirmação de oito casos de coqueluche e três óbitos, com 50 profissionais mobilizados

Foto: Alejandro Zambrana /MS
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  • Equipes de saúde indígena, incluindo médico, técnico de enfermagem, enfermeiro e socorrista, chegaram a Surucucu, território Yanomami, em Roraima na segunda-feira (16/02) para atender crianças com suspeita de coqueluche e reforçar a vacinação infantil, com apoio do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS); no local, cerca de cinquenta profissionais atuam na prevenção e assistência.
  • O Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami confirmou oito casos de coqueluche na região, com três óbitos; os pacientes suspeitos e contatos seguem em tratamento e, entre os confirmados, algumas crianças já foram encaminhadas a hospitais em Boa Vista, sendo que duas já tiveram alta.
  • O trabalho envolve buscas ativas por novos casos, coleta de material para análises clínicas e reforço da vacinação em aldeias adjacentes; o exame de gota espessa pode ser realizado no território, graças à atuação de microscopistas.
  • O Esquema Vacinal Completo (EVC) de crianças com menos de um ano evoluiu de 29,8 por cento, em 2022, para 57,8 por cento, em 2025; entre menores de cinco anos, de 52,9 por cento para 73,5 por cento no mesmo período.
  • Em setembro de 2025, foi inaugurado o Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami em Surucucu, com investimento de cerca de 29 milhões de reais, abrangendo aproximadamente dez mil indígenas de sessenta comunidades e ajudando a reduzir remoções para centros urbanos.

Equipes de saúde indígena e o EpiSUS reforçam atendimento a crianças com suspeita de coqueluche no território Yanomami, em Roraima. O objetivo é ampliar a busca ativa por casos, reforçar a vacinação infantil e evitar novos surtos. O esforço envolve atuação integrada de DSEI Yanomami e profissionais do governo federal.

Desde segunda-feira (16/02), o Ministério da Saúde enviou uma equipe emergencial para Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, com médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e socorrista. Ao lado de especialistas do EpiSUS, o grupo atua no polo base local para ampliar atendimentos e monitorar pacientes.

O Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami confirmou oito casos de coqueluche na região, com três óbitos, segundo informações de terça-feira (17/02). Pacientes suspeitos foram encaminhados a hospitais em Boa Vista (RR); duas crianças já receberam alta e retornaram às aldeias.

Profissionais do DSEI Yanomami já realizam buscas ativas, coleta de material para análises clínicas e reforço da vacinação em aldeias próximas. Ao todo, cerca de 50 trabalhadores atuam na prevenção de novos casos e na assistência à população.

O Esquema Vacinal Completo (EVC) de crianças sob um ano e até cinco anos demonstrou evolução expressiva. Em 2022, 29,8% de crianças de um ano tinham todas as vacinas; em 2025, esse índice chegou a 57,8%. Entre menores de cinco anos, subiu de 52,9% para 73,5%.

Weibe Tapeba, secretário de Saúde Indígena, destacou o efeito da ampliação da força de trabalho na Yanomami. Ele informou que, desde 2023, o DSEI contratou 1.165 profissionais a mais, um aumento de 169%. A atuação integrada permite atendimentos diretos nas aldeias, com testes e exames no território, incluindo o exame de gota espessa.

Centro de Referência em Surucucu

Em 2025, o primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI Xapori Yanomami) começou a funcionar no Território Yanomami. O Centro, com investimento federal de cerca de R$ 29 milhões, amplia atendimento de casos graves, urgências e emergências, reduzindo remoções para centros urbanos.

Cerca de 10 mil indígenas de 60 comunidades são beneficiados pela estrutura, que respeita as especificidades culturais e epidemiológicas Yanomami. O CRSI conta com apoio logístico e de infraestrutura para atender a população da região.

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