- Amisha Adhia teve placenta accreta não identificada por cinco hospitais; a confirmação ocorreu com a intervenção da obstetra Dr. Chineze Otigbah, no Queen’s Hospital, em Romford.
- O parto de Ishaani, ocorrido em setembro, foi conduzido com a vigilância necessária após o diagnóstico correto, reduzindo riscos de complicações graves.
- A experiência levou à campanha Action for Accreta, defendendo que o NHS amplie a identificação da condição, principalmente em mulheres com cesariana prévia ou tratamento de fertilidade.
- A placenta accreta é rara, afetando entre 1 em 300 e 1 em 2.000 gestações, e os especialistas alertam que o número de mulheres em risco vem aumentando com mais partos por cesariana.
- Grupos de saúde materna apoiam a campanha; o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists está revisando diretrizes para diagnóstico e manejo da condição, com publicação prevista ainda neste ano.
Amisha Adhia, grávida de 36 anos, lança a campanha Action for Accreta após cinco hospitais de Londres não reconhecerem a placenta accreta antes do parto. O caso começou a ganhar força após a intervenção de uma obstetra que identificou a condição durante o parto de Ishaani, em setembro, em Romford.
A paciente havia sido informada por cinco serviços de saúde de que não possuía o distúrbio, mesmo com sinais de risco. A intervenção decisiva veio com a Dra. Chineze Otigbah, que avaliou o quadro e assegurou o atendimento adequado na hora do parto.
O nascimento ocorreu no Queen’s Hospital, no nordeste de Londres, sob o cuidado da obstetra. O procedimento de cesariana foi realizado com Ishaani, poupando a mãe de consequências graves, embora Adhia tenha perdido quase um litro de sangue.
Adhia relata ter se sentido desconsiderada e diz que a informação equivocada expôs mãe e bebê a riscos significativos. O episódio motivou a criação da campanha para aumentar a detecção prévia da placenta accreta no NHS.
A placenta accreta ocorre quando a placenta se fixa com profundidade excessiva na parede uterina, dificultando a separação após o parto e elevando o risco de hemorragia severa. O caso de Amisha ilustra falhas de diagnóstico que podem ocorrer mesmo em serviços especializados.
Até o momento, não há dados oficiais do NHS sobre a incidência da placenta accreta no conjunto de gestantes. Estimativas internacionais sugerem que a condição pode atingir até 1 em 111 grávidas.
Organizações de saúde e defesa divulgaram apoio à campanha, destacando a necessidade de conscientização, vigilância e aprendizado. Grupos como Birthrights e Birth Trauma Association apoiam a iniciativa. Tommy’s e Sands também elogiam a mobilização para ampliar o conhecimento sobre complicações graves.
O Royal College of Obstetricians and Gynaecologists afirmou que a placenta accreta é rara, mas pode provocar hemorragias graves. A entidade ressalta a importância de identificá-la precocemente por meio de exames durante a gravidez e de encaminhamentos a equipes especializadas.
O NHS não comentou diretamente as queixas, mas o diretor clínico nacional de obstetrícia ressaltou a importância de reconhecer sinais de risco, especialmente em gestantes com histórico de cesariana, e de encaminhar pacientes a centros especializados quando necessário.
Amisha e seu marido esperam que a atualização de diretrizes do RCOG inclua orientações mais claras sobre diagnóstico e manejo da forma atípica de PAS. O objetivo é reduzir falhas de identificação e evitar desfechos graves para mães e bebês.
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