- Um estudo indica que o aquecimento global pode aumentar as infecções por chikungunya, transmitido por mosquitos, nos próximos anos, com mais casos na Europa.
- A pesquisa aponta maior risco no sul da Europa, incluindo Albânia, Grécia, Itália, Malta, Espanha e Portugal, onde podem ocorrer epidemias.
- O vírus é transmitido por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus; regiões quentes promovem a reprodução e a disseminação.
- Novos dados mostram que a temperatura mínima para infecção fica em cerca de 2,5 °C, e a transmissão é favorável entre 13 °C e 14 °C, bem abaixo de estimativas antigas.
- A OMS ressalta a necessidade de vigilância, eliminação de água parada e medidas de proteção; autoridades locais devem planejar ações conforme o avanço previsto pela pesquisa.
Um estudo científico indica que o aumento global de temperaturas pode elevar a transmissão do vírus Chikungunya nos próximos anos. A doença, transmitida por mosquitos, provoca dores intensas nas articulações.
A pesquisa, publicada no Journal of the Royal Society Interface e divulgada pelo Guardian nesta quarta-feira, aponta maior risco no sul da Europa, incluindo Albânia, Grécia, Itália, Malta, Espanha e Portugal.
Transmitido principalmente por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, o vírus encontra maiores chances de se disseminar em ambientes quentes. Países mais ao norte podem sentir o impacto no futuro, conforme o estudo.
Segundo o autor principal Sandeep Tegar, é apenas uma questão de tempo até que regiões adicionais passem a registrar surtos. O estudo reforça mudanças no período de incubação do vírus nas mosquitos.
O estudo com base na relação entre temperatura e tempo de incubação aponta que a infecção pode ocorrer a partir de 2,5°C. O valor é mais baixo do que estimativas anteriores.
A temperatura máxima favorável à transmissão fica entre 13°C e 14°C, segundo os pesquisadores. Até então, estimativas falavam em 16°C a 18°C como limite mínimo para transmissão.
A doença causa artrite e dores que podem persistir por anos. Em casos graves, crianças e idosos estão mais vulneráveis. Não é doença transmitida diretamente entre pessoas.
Casos anteriores na França e Itália mostraram que a chikungunya chegou a regiões europeias com a mudança climática. Autoridades de saúde confrontam o desafio de vigilância e prevenção.
De acordo com a OMS, a transmissão pessoa a pessoa não ocorre, mas há situações documentadas de transmissão de mãe para filho e por transfusão de sangue contaminado. Controle de mosquitos é essencial.
A OMS alerta para a necessidade de educação pública sobre eliminação de água parada, uso de roupas longas, cores claras e repelentes. Autoridades devem ampliar sistemas de vigilância para a doença.
O principal autor do estudo afirma que as ferramentas desenvolvidas ajudam as autoridades locais a planejar intervenções com maior precisão. A pesquisa enfatiza a importância de ações preventivas.
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