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NHS falha em garantir vacinação infantil contra MMR, alertam especialistas

Sistema de vacinação em Inglaterra é questionado por queda no MMR, com apelos por reformas e uso de farmácias para ampliar adesão dos pais

A child is about to be given the MMR (mumps, measles, rubella) vaccination by a surgery nurse. The nurse is holding the girl's sleeve up over her shoulder and bringing a syringe to her skin.
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  • MPs e especialistas dizem que o NHS está claramente falhando em garantir a vacinação contra MMR, com queda de cobertura ao longo dos anos.
  • Em Enfield, região ao norte de Londres, o surto de sarampo já deixou cerca de 60 crianças infectadas, 15 hospitalizadas, e a taxa de vacinação MMR é de 64,3%.
  • A cobertura de MMR em várias áreas está perto de países como Afeganistão e Malawi, o que acende pedidos por reformas no sistema de imunização, inclusive com aplicação de vacinas em farmácias.
  • Organizações médicas defendem ampliar o papel das farmácias na distribuição de vacinas para acelerar a proteção de crianças, além de manter GP e escolas como pilares do programa.
  • O Departamento de Saúde informou medidas para aumentar a adesão, como adiantar a segunda dose de MMR a partir de janeiro e incluir proteção contra varicela no programa infantil, com ações conjuntas para ampliar a cobertura em Londres.

O NHS enfrenta críticas por não garantir que crianças recebam a vacina MMR, aumentando o risco de sarampo. MPs e especialistas em saúde defendem uma reformulação urgente do sistema de imunização, incluindo a possibilidade de aplicação de vacinas em farmácias. A cobrança ocorre à medida que as taxas de vacinação caem em diversas regiões da Inglaterra.

Em Enfield, o atual surto de sarampo já contaminou 60 crianças, com 15 hospitalizadas. A taxa de vacinação com as duas doses recomendadas de MMR é de 64,3%, abaixo de Malawi (69,3%) e próximo de Afeganistão (62%). A Organização Mundial da Saúde recomenda 95% de cobertura para evitar transmissão.

O risco de novos surtos aumenta diante da baixa cobertura. Clínicas de reforço foram criadas em 5 locais comunitários para vacinar crianças que receberam apenas uma dose ou nenhuma. Analistas destacam que a prática atual depende principalmente de médicos de família, enfermagem em consultórios e escolas.

O que está em jogo

Especialistas apontam que quedas sustentadas na adesão à MMR favorecem surtos recorrentes de sarampo, podendo causar complicações como danos cerebrais, pneumonia, meningite e até morte. O pleito é ampliar o papel de farmácias na aplicação da MMR para acelerar a imunização.

Repercussões e respostas oficiais

A Royal College of Paediatrics and Child Health apoia a participação de farmacêuticos na vacinação, desde que haja treinamento adequado. A National Pharmacy Association também sustenta que o sistema precisa ser revisto com urgência para aumentar a cobertura.

Autoridades reconhecem desafios na transição. Em audiência, houve questionamentos sobre a resistência de médicos de família em ceder parte da vacinação a farmacêuticos, o que dificulta a ampliação do alcance. O governo informou que medidas já foram adotadas para melhorar a adesão, incluindo a antecipação da segunda dose do MMR a partir de janeiro e a incorporação da proteção contra varicela ao programa infantil com a vacina MMRV.

Perspectivas locais

Especialistas ressaltam que, para frear o avanço do sarampo, é essencial manter ações coordenadas entre NHS, escolas e redes de farmácias. Observa-se que comunidades com menor participação escolar em campanhas de reforço podem exigir estratégias adicionais para ampliar a cobertura vacinal. A vigilância epidemiológica continua monitorando o avanço do surto em Londres e em outras regiões propensas.

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