- Em um estudo com trinta e quatro participantes, uma dose única de DMT, associada à psicoterapia, mostrou melhora rápida de depressão resistente, com efeitos durando de três a seis meses.
- Metade recebeu DMT de vinte e um vírgula cinco miligramas intravenosa em dez minutos; a outra metade recebeu placebo, ambos com psicoterapia e avaliações de acompanhamento.
- Os resultados indicam que o tratamento com DMT pode oferecer efeito antidepressivo significativo, mesmo após a metabolização da droga, especialmente quando usado junto à terapia.
- Na segunda fase, todos os participantes receberam DMT, mas não houve benefício adicional em quem já tinha tomado a dose inicial, sugerindo que uma dose pode ser suficiente.
- O estudo, financiado pela Cybin UK, integra a discussão sobre o uso de psicodélicos no manejo da depressão grave que não responde a antidepressivos tradicionais.
O uso de uma dose única de DMT, combinada a psicoterapia, mostrou melhoria rápida e duradoura em pacientes com depressão resistente a tratamentos. O estudo ouviu 34 participantes e revelou redução expressiva dos sintomas, com benefícios persistentes até seis meses.
O ensaio comparou, em dois grupos, uma dose intravenosa de 21,5 mg de DMT em 10 minutos versus placebo. Todos receberam psicoterapia de suporte, com avaliações periódicas. A melhora foi significativamente maior no grupo que recebeu DMT.
Resultados apontam para efeito antidepressivo imediato que se mantém por três a seis meses. O estudo foi conduzido, financiado e patrocinado pela Cybin UK, e os resultados foram publicados na Nature Medicine.
Sobre o estudo
O objetivo foi avaliar a eficácia da terapia assistida por psicodélicos em depressão resistente. A fase 2 indicou que uma única dose de DMT pode ser suficiente, já que a segunda dose não ofereceu benefício adicional.
Dados e implicações
Estimativas apontam que cerca de 100 milhões de pessoas têm depressão resistente no mundo. O estudo envolve pacientes com gravidade moderada a severa, com uma parte reportando impacto significativo nas atividades diárias.
Perspectivas regulatórias e clínica
Especialistas indicam que, se aprovados, os tratamentos com psicodélicos devem ocorrer principalmente em clínicas privadas. A discussão envolve segurança, equidade no acesso e possíveis impactos de custos no sistema de saúde.
Contexto recente
Pesquisas com psilocibina já haviam mostrado efeitos positivos em depressão com psicoterapia. As evidências atuais consolidam a linha de que psicodélicos podem ampliar os benefícios da terapia, especialmente em casos de resistência a tratamentos tradicionais.
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