- A Helion anunciou avanço na fusão nuclear: seu reator experimental Polaris atingiu 150 milhões de graus Celsius no plasma.
- Esse valor representa cerca de 75% da temperatura necessária para fusão comercial, com meta de chegar a 200 milhões de graus Celsius.
- A empresa promete construir a primeira usina de fusão até 2028, já com um acordo comercial firmado com a Microsoft para usar a energia gerada.
- Investidores e personalidades de tecnologia apoiam o projeto: Sam Altman participou de rodada que levantou US$ 425 milhões, levando o total investido na Helion a US$ 1 bilhão.
- O reator usa deutério e trítio em um formato de ampulheta; ímãs extremamente potentes comprimem o plasma para aquecer rapidamente e facilitar a geração de eletricidade.
Um avanço energético pode aproximar a fusão nuclear de uso comercial. A Helion, startup dos EUA, anunciou que o reator experimental Polaris atingiu 150 milhões de graus Celsius no plasma. O feito representa cerca de 75% da temperatura alvo para viabilidade industrial.
A empresa pretende chegar a 200 milhões de graus Celsius e planeja construir a primeira usina de fusão até 2028. O cronograma ganhou peso por um acordo comercial com a Microsoft, que planeja adquirir a energia produzida pela usina a partir dessa data.
Investidores relevantes participaram do impulso financeiro. Sam Altman, CEO da OpenAI, integrou uma rodada que levantou US$ 425 milhões, levando o investimento total na Helion a US$ 1 bilhão desde a fundação. A Helion busca manter o ritmo diante de concorrentes.
Detalhes do marco e implicações
O reator Polaris utiliza deutério e trítio como combustível. O formato lembra uma ampulheta, com plasma composto nos extremos. Ao encontrar o centro, a fusão libera calor que impulsiona ímãs que geram corrente elétrica.
Segundo o CEO David Kirtley, houve ganho significativo de potência térmica. A empresa destaca que o objetivo principal é converter o ganho técnico em energia elétrica estável e comercializável, não apenas bater recordes.
Como funciona o reator Polaris
O sistema exige temperaturas muito altas para manter o plasma estável. Ímãs potentes comprimem o plasma, elevando a temperatura em frações de milésimo de segundo. O resultado é um pulso de energia que alimenta a geração elétrica.
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