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Quando a multidão vira perigo, a física por trás dos bloquinhos de carnaval

Estudo aponta padrões circulares em multidões densas, com ciclos de 18 segundos, ajudando a prever e prevenir tumultos em eventos

Fotografia do Carnaval de Rua no Rio de Janeiro. Imagem de um bloquinho lotado de pessoas em um dia de sol forte.
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  • Grupo de físicos estuda a física de multidões para entender e prever comportamentos em grandes aglomerações, como no Carnaval.
  • Eles tratam a massa de pessoas como um único fluido e aplicam técnicas de dinâmica de fluidos para buscar ordem no caos.
  • Observações mostram oscilações circulares no fluxo de pessoas, em que milhares seguem trajetórias circulares, com um círculo concluído em 18 segundos.
  • No Brasil, o maior bloco de carnaval é o Galo da Madrugada, em Recife, que mobiliza cerca de dois milhões de foliões; Ivete Sangalo reuniu mais de 300 mil em João Pessoa.
  • O físico Denis Bartolo recomenda monitorar multidões densas e detectar movimentos circulares como alerta precoce para evitar tragédias em eventos.

Em um estudo recente, físicos analisam a física por trás das multidões para entender o comportamento em aglomerações. A pesquisa busca prever movimentos em eventos com grande número de foliões, como carnavais de rua.

Os autores exploram como a densidade de pessoas pode gerar padrões previsíveis, mesmo em ambientes lotados. O objetivo é antecipar situações de risco sem recorrer a descrições sensacionalistas.

A pesquisa chega em momento estratégico, já que multidões são rotina no carnaval brasileiro. Observações de eventos com grande fluxo ajudam a embasar medidas de segurança em grandes blocos.

A fundo: como a multidão funciona como fluido

Denis Bartolo, da École Normale Supérieure, lidera o estudo publicado na Nature. Ele analisa imagens aéreas para entender o movimento coletivo em espaço fechado, buscando padrões que indiquem deslocamentos coordenados.

A ideia central é comparar a massa de pessoas a um corpo único de água, com propriedades de coesão que influenciam o fluxo. O conceito permite aplicar métodos da dinâmica de fluidos ao comportamento humano.

Os resultados mostram oscilações circulares: indivíduos seguem trajetórias em círculos que se repetem, levando a uma coordenação momentânea de milhares de pessoas. Cada círculo leva cerca de 18 segundos para se completar.

Implicações para gestão de grandes eventos

Os pesquisadores apontam que, ao aumentar a densidade, grupos exibem movimentos circulares espontâneos, independentemente de ações externas ou internas. Esse efeito pode servir como alerta prévio.

A recomendação é monitorar aglomerações compactas para detectar padrões circulares e, assim, orientar equipes de organização a reduzir riscos. A técnica pode valer para eventos no Brasil e no exterior.

Casos históricos, como o tumulto em Seul durante o Halloween de 2022, ajudam a embasar a necessidade de entender dinâmicas de massa. A análise busca prever situações de maior compressão humana.

Observações locais sobre o carnaval

O Carnaval brasileiro concentra grandes blocos, com destaque para o Galo da Madrugada, em Recife, que movimenta cerca de dois milhões de foliões. Em 2025, as festas tiveram atraso na temporada.

Ivete Sangalo mobilizou mais de 300 mil pessoas em João Pessoa, no último fim de semana de fevereiro, segundo estimativas do censo local. O número reforça a necessidade de medir riscos em eventos de massa.

A expectativa nacional é que até 53 milhões de pessoas acompanhem trios pelas ruas do país. Especialistas ressaltam que paz e organização dependem de planejamento técnico aliado a dados confiáveis.

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