- Meta estuda adicionar reconhecimento facial aos óculos inteligentes (Ray‑Ban/Oakley), segundo memorando interno citado pelo The New York Times, em meio a um “ambiente político dinâmico”.
- O documento, de maio passado, descreve o recurso “Name Tag” para identificar pessoas com a ajuda de IA e previa lançamento inicial em conferência para cegos, que não ocorreu.
- A empresa pretende lançar o recurso ainda este ano, com limitações: não seria capaz de identificar todos, apenas pessoas conectadas ao usuário em plataformas da Meta ou contas públicas, por exemplo no Instagram.
- Meta já enfrentou ações legais por reconhecimento facial e interrompeu a etiquetagem automática em fotos em 2021; mudanças na política de privacidade sugerem que o recurso pode ficar ligado o tempo todo nos óculos, a menos que o usuário desative.
- Projetos similares já existiram, como uma parceria de Harvard em 2024 para identificação de faces, e a empresa afirma estar avaliando opções com cautela antes de qualquer implantação.
Meta avalia introduzir reconhecimento facial em óculos inteligentes, mesmo com críticos atentos a outras pautas. Documento interno, revisado pelo The New York Times, descreve o lançamento “em um ambiente político dinâmico”.
O texto, de maio passado, cita o recurso Name Tag que permitiria identificar pessoas com a assistente de IA integrada. A ideia era iniciar em conferência para cegos, antes de ampliar, mas não houve desdobramento.
O recurso visa reconhecer pessoas ligadas ao usuário a plataformas da Meta ou contas públicas no Instagram, segundo o The Times. Não haveria reconhecimento universal de toda pessoa vista.
Contexto regulatório e histórico
A empresa já enfrentou disputas legais por reconhecimento facial. Em 2017, foi lançada a identificação automática de pessoas em fotos; em 2021 esse recurso foi desativado.
Relatórios indicam que a Meta avalia reiventar o uso da tecnologia, em linha com rumores de óculos Ray-Ban com modo de “super-sensing” sempre ativo. A política de privacidade também sofreu ajustes.
Parte das mudanças aponta que o sistema de IA com câmera permaneceria ativo nos óculos, salvo se o usuário desativar o comando correspondente. A empresa enfatiza avaliação cuidadosa antes de qualquer lançamento.
O The Times mostra ainda exemplos de projetos acadêmicos e de empresas que já exploram reconhecimento facial em acessórios para cegos ou com visão reduzida, com diferentes níveis de privacidade e controle do usuário.
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