- México registrou 9.074 casos de sarampo entre 2025 e 2026, o maior índice da doença nas Américas.
- O início do surto no norte do país, há cerca de um ano, levou o governo a acelerar as campanhas de vacinação.
- Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foram 6.428 casos em 2025, em comparação com 14.891 casos no continente.
- Autoridades ressaltam que a estratégia de vacinação está funcionando e que, sem proteção, milhões de mexicanos poderiam ter sido infectados.
- A Opas aponta que 78% dos casos confirmados na região não haviam sido vacinados (11% com histórico de vacinação desconhecido); campanhas e reforços são recomendados para crianças entre 12 e 15 meses.
O México registrou 9.074 casos de sarampo entre 2025 e 2026 até agora, segundo o governo. O país tem o maior índice da doença nas Américas. O surto teria começado no norte do território há cerca de um ano, levando à intensificação da vacinação.
Dados da Organização Pan-Americana da Saúde apontam 6.428 casos em 2025, quase metade dos 14.891 registrados no continente. O secretário de Saúde, David Kershenobich, destacou que o total indica efetividade da estratégia de imunização. Sem a proteção vacinal, haveria milhões de infectados.
O infectologista Alejandro Macías comentou que houve queda na vacinação em 2019, durante o governo anterior. A sucessora, a presidenta Claudia Sheinbaum, aumentou as ações de imunização em diversos estados. Em Cidade do México houve campanha de vacinação em massa; no Estado do México, máscaras passaram a ser obrigatórias e postos foram instalados em escolas.
Ações de vacinação e medidas de prevenção
A Organização Pan-Americana da Saúde informa que 78% dos casos nas Américas não haviam sido vacinados, e 11% tinham histórico de vacinação desconhecido. O sarampo gera erupção cutânea, febre, dor de garganta e inflamação nos olhos, podendo evoluir para pneumonia ou encefalite.
Autoridades de saúde reiteram a importância da vacinação infantil entre 12 e 15 meses, com reforço posterior. A mobilização local segue com foco em ampliar coberturas e vigilância epidemiológica para interromper o surto.
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