- A Fiocruz abriu as portas para 150 alunas no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, para uma imersão de três dias.
- As participantes têm 17 anos; algumas estudam em ensino médio com técnico em Química no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ). Raíssa e Beatriz são exemplos citados no texto.
- A ação faz parte do Programa Mulheres e Meninas na Ciência, criado pela Fiocruz para ampliar a participação feminina nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
- Durante a imersão, as alunas visitam laboratórios, conhecem espaços como o Laboratório de Conservação Preventiva e a Revista Cadernos de Saúde Pública, entre outros.
- O objetivo é mostrar que é possível seguir carreira científica por meio de curiosidade e disciplina, desconstruindo estereótipos de gênero.
A Fiocruz abriu as portas de suas instalações para 150 alunas de ensino médio, que participaram de uma imersão de três dias na instituição. O evento ocorreu em 10 de fevereiro de 2026, na sede de Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro, para celebrar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência.
O objetivo foi mostrar, na prática, como funciona a pesquisa científica e incentivar trajetórias na área. Alunas de diversas regiões da Região Metropolitana visitaram laboratórios, conheceram projetos e tiveram contato com pesquisadoras de 13 unidades da fundação. A iniciativa integra o Programa Mulheres e Meninas na Ciência da Fiocruz.
Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, 17 anos, participa do Instituto Federal do Rio de Janeiro e já havia participado da imersão em 2025. Ela relatou a descoberta de interesse pela química e pela ciência durante atividades propostas pela instituição, reforçando a motivação para seguir a carreira científica. Beatriz Antônio da Silva, também com 17 anos, destacou o papel de mentoras negras na área para ampliar oportunidades.
Entre as atividades, as alunas visitaram espaços como o Laboratório de Conservação Preventiva e a sede da Revista Cadernos de Saúde Pública, exibindo a diversidade de caminhos dentro da pesquisa. A programação enfatizou que a ciência não exige apenas talento inato, mas curiosidade, disciplina e acesso a oportunidades para alcançar avanços.
Duane de Souza, 17 anos, moradora de Bangu, contou ter encontrado vias de atuação em biologia durante a imersão, com a percepção de que a pesquisa pode ser mais acessível do que parece. A cerimônia também contou com relatos de outras pesquisadoras, que enfatizaram a importância de ampliar a participação feminina em áreas técnicas e científicas.
Sulamita do Nascimento Morais, 17 anos, mora no Méier e já participa de iniciação científica. Ela reforçou a ideia de que o ambiente de ciência pode ser inclusivo para mulheres, destacando a possibilidade de seguir carreira em tecnologia da computação, desafiando padrões de gênero.
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