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Língua eletrônica detecta metais pesados na água

Língua eletrônica treinada com resíduos de petróleo identifica íons de mercúrio, prata e ferro em água, com potencial para monitorar contaminação hidrológica

Imagem de um cientista pegando água de um rio com um frasco Erlenmeyer.
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  • Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma língua eletrônica usando polissulfetos obtidos por vulcanização inversa a partir do enxofre do refino de petróleo, para detectar metais pesados em água.
  • O dispositivo identificou íons de mercúrio, prata e ferro em amostras, por meio de um analisador de impedâncias que mede respostas elétricas em diferentes frequências.
  • Diferentes polissulfetos criam padrões elétricos distintos; métodos estatísticos e aprendizado de máquina ajudam a distinguir metais e concentrações.
  • O trabalho, publicado no Journal of Applied Polymer Science, indica potencial para monitorar qualidade da água e contaminação em diversos tipos de água.
  • Para levar o protótipo ao mercado, são necessárias produção em larga escala, redução de custos e testes de reprodutibilidade em centenas de dispositivos.

O que aconteceu: pesquisadores brasileiros desenvolveram uma língua eletrônica capaz de identificar metais pesados em amostras de água. O dispositivo usa polissulfetos derivados do enxofre presente no refino de petróleo e funciona como sensor de impedância para detectar íons de metais como mercúrio, prata e ferro.

Quem está envolvido: a equipe é liderada pelo Instituto de Física de São Carlos da USP (IFSC/USP), com participação de Stella Valle, Andrey Coatrini Soares, Osvaldo Novais de Oliveira Junior e outros pesquisadores de instituições como IFSP e Embrapa Instrumentação. O grupo associou técnicas estatísticas e de aprendizado de máquina para interpretar os padrões de resposta dos sensores.

Quando e onde ocorreu: os experimentos e a montagem do protótipo foram realizados no IFSC, em São Carlos, com publicação recente na revista Journal of Applied Polymer Science. O estudo detalha o desempenho da língua eletrônica em condições controladas, incluindo soluções contaminadas.

Como funciona e por quê: o sensor baseia-se em polissulfetos obtidos por vulcanização inversa, processo sustentável que utiliza o excesso de enxofre do refino de petróleo. A língua eletrônica reúne sensores que geram padrões elétricos únicos para cada líquido, permitindo a identificação de metais por meio de algoritmos de processamento de impedância. O método mostrou alta capacidade de distinguir diferentes metais e concentrações, mesmo em amostras complexas.

Desdobramentos e perspectivas: para levar o protótipo ao mercado, são necessários métodos de produção em larga escala e testes de confiabilidade com centenas de dispositivos. O objetivo é uso no monitoramento da qualidade da água, incluindo águas potáveis e ambientais, com potencial para detectar contaminantes de forma rápida e com baixo custo.

Resultados-chave: o estudo comprovou que polissulfetos podem atuar como materiais ativos em línguas eletrônicas para detecção de metais pesados, apresentando desempenho estável e precisão em várias concentrações. A abordagem combina sensores de impedância com processamento estatístico e aprendizado de máquina para interpretação dos dados.

Referências e contatos: o artigo científico está disponível no Journal of Applied Polymer Science sob o título Polysulfides From Inverse Vulcanization Used in Electronic, Tongues for Heavy Metal Sensing. Para informações adicionais, contatos podem ser feitos pelo laboratório do IFSC.

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