- Cientistas na Universidade de Viena estudam fungos para extrair terras raras de solo artificially preparado com elementos raros, em busca de uma possível mineração por biologia.
- O objetivo é usar o fungo para recuperar terras raras de resíduos industriais e de áreas contaminadas, em um processo chamado “mycomining”.
- Pesquisas destacam que fungos crescem rápido e podem agir em ambientes escuros, oferecendo uma possível alternativa suplementar à mineração tradicional.
- Além da bioremediação, estudos incluem métodos como aquecimento por descarga elétrica para extrair terras raras de cinzas de carvão e de rejeitos de bauxita, com promessa de menor consumo de energia.
- Projeções comerciais apontam planos de planta-piloto para 2028 e expansão até o fim de 2030, com foco em recuperar gadolínio, galho e escândio, além de possível uso conjunto de biogás e outros materiais.
In a lab at the University of Vienna, researchers test a fungus grown on a clay sheet laced with rare earth elements. The goal is to see if the fungus can extract these elements, potentially recovering resources without conventional rock mining. The researchers frame the work as a step toward supplemental recovery.
The study, led by Alexander Bismarck and Mitchell Jones, explores “mycomining” as a form of bioremediation coupled with mineral recovery. Rare earths are a group of 17 metals used in batteries, magnets and renewable energy devices, but their extraction from rock is energy-intensive. Fungi may offer a faster, lower-energy alternative.
The project uses Aspergillus in petri dishes and plastic bags to grow on the special clay. Weeks of growth are required to assess how efficiently the fungi uptake elements and concentrate them for later processing. The researchers acknowledge the approach is experimental and not yet scalable.
Como funciona o estudo
Especialistas destacam que fungos formam redes miceliais que colonizam espaços pequenos, acelerando a assimilação de nutrientes. No caso, a ideia é que o micélio capte metais raros presentes no solo sintético e, posteriormente, permita a recuperação dos elementos.
O objetivo é avaliar, em laboratório, a viabilidade de ampliar o processo para áreas industriais contaminadas ou resíduos de mineração. A viabilidade econômica ainda depende de melhorias na concentração e na separação entre os elementos, principalmente entre os diferentes metais raros.
Perspectivas, limites e impactos
Pesquisadores lembram que o método pode ser apenas suplementar frente à mineração tradicional. A concentração de cerio em resíduos eletrônicos pode ser muito maior que em fungos, o que impõe limites técnicos ao uso da bioremediação para recuperação total. Questões ambientais também são consideradas para uso em larga escala.
Outras frentes trabalham com fungos para bioremediação e recuperação de minerais críticos. Em paralelo, projetos de recuperação a partir de cinzas de carvão e rejeitos de bauxita buscam reduzir o custo da extração tradicional. Empresas e universidades participam de pesquisas que visam integração com processos existentes.
Desdobramentos e prazo
Estudos indicam que abordagens alternativas podem, no futuro, reduzir dependência de importação. Experimentos com recuperação de galínio e escândio e protótipos de plantas estão programados para 2028-2030, com possíveis aplicações em resíduos industriais. Ainda assim, a eficiência e a separação de metais permanecem desafios centrais.
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