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Anvisa alerta para risco de pancreatite ligado a canetas emagrecedoras

Anvisa alerta risco de pancreatite com uso de canetas emagrecedoras; uso apenas sob prescrição e acompanhamento médico

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • Anvisa emitiu alerta de farmacovigilância sobre o risco de pancreatite associado ao uso indevido de canetas emagrecedoras que atuam via receptor GLP‑1 (dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida), para uso apenas com prescrição e acompanhamento médico.
  • No Brasil, entre 2020 e 7 de dezembro de 2025 foram registradas 145 notificações de suspeitas de eventos adversos e seis desfechos fatais; o Reino Unido, por meio da MHRA, também iniciou alerta similar.
  • Em junho de 2025, a regra de retenção de receita passou a valer em farmácias, com prescrição em duas vias e venda condicionada à retenção da receita, válida por até 90 dias.
  • A Anvisa ressalta que uso indiscriminado para emagrecimento eleva significativamente o risco de efeitos adversos graves e pode dificultar o diagnóstico precoce; os benefícios continuam quando usados conforme bula.
  • Orientações: procurar atendimento médico imediato em caso de dor abdominal intensa; profissionais devem interromper o tratamento se houver suspeita de pancreatite e notificar eventos no sistema VigiMed.

A Anvisa informou, nesta segunda-feira, em Brasília, um alerta de farmacovigilância sobre riscos do uso indevido de medicamentos agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. Entre os fármacos citados estão dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. A mensagem foca no uso conforme bula e com acompanhamento médico.

O objetivo do monitoramento é prevenir eventos adversos graves, como pancreatite aguda, incluindo formas necrotizantes e potencialmente fatais. A Anvisa ressaltou que o risco já consta nas bulas aprovadas no Brasil, mas houve aumento de notificações internacionalmente e no país.

Apesar do alerta, a agência informou que a relação risco/benefício permanece favorável quando usados conforme indicações autorizadas e sob supervisão profissional. O comunicado cita alerta recente da MHRA, do Reino Unido, sobre possível risco de pancreatite em pacientes em uso de canetas emagrecedoras.

Dados e contexto

Entre 2020 e 7 de dezembro de 2025, o Brasil registrou 145 notificações de suspeitas de eventos adversos, além de seis desfechos de óbito. Em junho de 2025, a Anvisa informou que farmácias devem reter a receita, com venda ocorrendo apenas mediante dispositivo médico prescrito e retenção.

A regra de retenção vale para que a prescrição seja efetuada em duas vias e com validade de até 90 dias a partir da emissão. Segundo a Anvisa, a medida visa reduzir uso indiscriminado fora das indicações aprovadas e o consequente aumento de eventos adversos.

Recomendações médicas

Usuários devem buscar atendimento imediato caso apresentem dor abdominal intensa, que pode irradiar às costas, associada a náuseas ou vômitos. Profissionais de saúde devem interromper o tratamento ao suspeitar de reação e não prosseguir se o diagnóstico for confirmado.

A Anvisa reforça a importância de notificar eventos adversos no sistema VigiMed, contribuindo para o monitoramento contínuo da segurança desses medicamentos no país, que estão no mercado há pouco mais de cinco anos.

Histórico e outras frentes

A agência já havia emitido alertas anteriores sobre canetas emagrecedoras, incluindo riscos de aspiração durante procedimentos anestésicos, em 2024, e questões ligadas à visão associadas à semaglutida, em 2025.

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