- Pesquisadores do MIT demonstraram que um copolímero de olefina (OBC) pode alterar sua condutividade térmica ao ser esticado rapidamente.
- Quando esticado, o material oferece mais do dobro da condução de calor, retornando às propriedades de plástico ao ser liberado.
- A mudança é reversível e ocorre em cerca de 0,22 segundo, a mais rápida já observada.
- Possíveis aplicações incluem fibras que dissipam calor em roupas, laptops e infraestrutura para evitar superaquecimento.
- O estudo foi publicado na Advanced Materials, com colaboração de pesquisadores do MIT e da Southern University of Science and Technology, em Shenzhen.
Um grupo de pesquisadores do MIT descobriu que um polímero macio pode alterar rapidamente sua condutividade térmica ao ser estirado. O material esfria ou esquenta as regiões próximas conforme é alongado, retornando às propriedades originais quando volta ao estado não estendido.
A evidência mostra que o copolímero de olefina, um polímero flexível amplamente utilizado, aumenta sua capacidade de transferir calor ao ser estendido em apenas 0,22 segundo. O efeito é reversível e trazindo mudanças significativas na dissipação de calor.
O trabalho afirma que a mudança é do que se comporta como plástico para algo mais próximo de mármore, em termos de condução térmica. A transição ocorre sem cristalização total da estrutura, mantendo o material essencialmente amorfo.
Essa propriedade permite projetar sistemas que se adaptam a variações de temperatura em tempo real. Fibra sensível poderia dissipar calor instantaneamente em roupas, laptops e infraestrutura, reduzindo superaquecimento.
Entre os envolvidos, Svetlana Boriskina, pesquisadora-chefe do MIT, destaca o potencial de materiais adaptáveis de baixo custo. Os coautores incluem Duo Xu, Buxuan Li, You Lyu e Vivian Santamaria-Garcia, do MIT, além de Yuan Zhu, da Southern University of Science and Technology, na China.
A equipe descreve o fenômeno como uma reorganização microscópica onde, ao esticar, domínios cristalinos se alinham e as redes de carbono se tornam menos obstructivas à passagem de calor. Ao relaxar, a desorganização retorna e o calor não flui com a mesma eficiência.
Embora inicialmente procurassem alternativas sustentáveis ao spandex, os pesquisadores descobriram propriedades térmicas relevantes. A ideia é explorar polietileno e outros polímeros próximos para ampliar o efeito reversível.
O estudo, publicado hoje na Advanced Materials, detalha a diferença de condutividade entre estados estirado e não estirado. Os autores afirmam que o resultado pode impactar eletrônicos, roupas técnicas e estruturas de construção, com aplicações de dissipação de calor mais rápidas.
Entre na conversa da comunidade