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Redes sociais são processadas por danos à saúde mental dos usuários

Ações contra Meta e YouTube questionam relação entre uso de redes sociais e saúde mental; especialistas dizem que provar vício é complexo

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Plaintiffs allege that social media platforms severely damaged their mental health when they were children.
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  • Processos contra Meta, YouTube, Snap Inc. e TikTok alegam danos à saúde mental de menores, com casos já em andamento e outros, como o de Snap e TikTok, tendo sido resolvidos em primeira instância.
  • As ações não se baseiam apenas na ideia de vício, mas afirmam que o vício seria o gatilho para danos como depressão, transtornos alimentares, automutilação e até suicídio em alguns casos.
  • Especialistas apontam dificuldade de provar, do ponto de vista científico, que redes sociais são viciantes, com a pesquisa migrando para termos como uso problemático ou desordens de uso.
  • Entre as evidências, destacam-se mecanismos como rolagem infinita, comparação social e amplificação de conteúdos polarizados; ainda assim, há consenso de que há impactos negativos, mas não um consenso sobre o vício.
  • Regulações e responsabilidade das plataformas são discutidas por academias e organizações, que ressaltam riscos para menores e a necessidade de medidas, mesmo com a visão de que redes sociais também trazem benefícios.

Duas ações coletivas movidas contra grandes plataformas de mídia social buscam responsabilizá-las por danos à saúde mental de jovens. Meta, YouTube (Google), Snap Inc e TikTok são alvos de processos que questionam impactos psíquicos graves após uso infantil. O andamento inicial envolvia Meta e YouTube previstos para esta semana, mas o julgamento foi atrasado devido a uma doença do advogado-chefe da Meta.

Os casos não se apoiam apenas na ideia de dependência. Promotores alegam que a dependência pode ser o passo anterior a danos como depressão, distúrbios alimentares, autoagressão e, em ao menos um caso, suicídio.

As empresas negam as acusações. Um porta-voz do Google afirmou que promover uma experiência segura para jovens é fundamental, e que as alegações não condizem com a política da empresa. A Meta também reiterou seu compromisso com o bem-estar de jovens. TikTok e Snap Inc não comentaram.

Desafios científicos

Especialistas ouvidos pela matéria destacam a dificuldade de provar, com rigor científico, que as plataformas são capazes de causar dependência nos moldes de doenças reconhecidas. A visão entre pesquisadores tem amadurecido para termos como uso problemático ou transtornos de uso, em vez de “addicção”.

Para alguns estudiosos, os elementos centrais das redes — rolagem infinita, comparação social e amplificação algorítmica de temas controversos — influenciam atenção, emoção e comportamento, mas isso não implica necessariamente dependência médica. A relação entre uso de redes e saúde mental permanece complexa e possivelmente bidirecional.

Alguns especialistas apontam evidências associando uso excessivo a resultados negativos, especialmente entre menores, mas destacam que a magnitude do efeito na população tende a ser pequena em grandes estudos bem conduzidos. A causalidade direta ainda é tema de debate.

Evidências em debate

Existem controvérsias sobre a extensão do dano. Pesquisas apontam que alguns benefícios da participação online, como troca de informações e conexão social, coexistem com riscos para jovens. Instituições de saúde defendem prudência na linguagem, sugerindo termos menos absolutistas.

Relatos de pesquisas que teriam sido obstruídas em avaliações internas de plataformas também entram no debate. Empresas são citadas por supostamente teriam ocultado dados que ligariam uso a sentimentos de depressão ou ansiedade, o que as companhias negam.

Contexto regulatório e riscos

A discussão envolve não apenas danos individuais, mas a necessidade de maior regulação e responsabilidade das plataformas. Entidades acadêmicas e organizações internacionais reiteram a importância de salvaguardas para usuários menores de idade.

Especialistas comparam o momento atual a debates sobre outros setores, destacando que ainda não há consenso definitivo sobre mecanismos de dano e dependência. Eles enfatizam que a compreensão sobre impactos de redes sociais continua evoluindo.

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