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Quebra-pedra rende medicamento em desenvolvimento no Brasil

Brasil desenvolverá o primeiro fitoterápico industrializado a partir da quebra-pedra, com produção pela Fundação Oswaldo Cruz e possível incorporação ao SUS

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Fotografia da planta Phyllanthus niruri contra fundo preto.
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  • Brasil desenvolverá o primeiro fármaco fitoterápico industrializado a partir da planta quebra-pedra (Phyllanthus niruri), com produção pela Fiocruz, e pode ser distribuído pelo SUS.
  • O prazo estimado para o término do desenvolvimento inicial é de menos de seis meses, seguido de cerca de dois anos de estudos adicionais antes de entrar na lista de fitoterápicos do SUS.
  • O projeto é resultado de parceria entre Fiocruz, Ministério do Meio Ambiente e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com financiamento de 2,4 milhões de reais.
  • A quebra-pedra é tradicionalmente usada para prevenir pedras nos rins e é consumida como chá; na prática brasileira, também recebe outros nomes como erva-pombinha e chanca piedra.
  • Entre os benefícios esperados, o fármaco pode prevenir a formação de cálculos, facilitar a eliminação de pedras e oferecer qualidade e segurança superiores em relação ao uso caseiro do chá, segundo a pesquisadora Maria Behrens.

A Fiocruz anunciou o desenvolvimento de um medicamento fitoterápico industrializado a partir da quebra-pedra (Phyllanthus niruri), planta tradicional de uso popular. O projeto envolve parcerias com o Ministério do Meio Ambiente e o PNUD.

O objetivo é lançar, no Brasil, o primeiro fármaco dessa linha produzido por um laboratório público, com distribuição prevista pelo SUS. A estimativa é concluir a fase inicial em menos de seis meses.

O financiamento do projeto soma 2,4 milhões de reais, captados pelo programa Fitoterápicos do PNUD, para aquisição de equipamentos, insumos e serviços de produção.

Desenvolvimento e parcerias

A iniciativa reúne Fiocruz, Ministério do Meio Ambiente e PNUD, com foco no uso sustentável da biodiversidade brasileira. O apoio institucional reforça a pesquisa e a produção local de fármacos.

A planta é conhecida popularmente como quebra-pedra e é amplamente cultivada no Brasil. Tradicionalmente consumida em chá, tem uso associado à prevenção de cálculos renais.

O produto pode se diferenciar por atuar em diferentes etapas da formação de cálculos, dispensando apenas o tratamento já existente. A ideia é oferecer um fitoterápico com qualidade padronizada.

Benefícios, segurança e próximos passos

Estudos indicam que a quebra-pedra pode prevenir a formação de cristais de oxalato de cálcio, ajudando a evitar pedras nos rins. O uso controlado pelo medicamento reduz riscos de contaminação.

Especialistas destacam que a industrialização traz garantia de qualidade, diminuindo efeitos adversos comuns em preparações caseiras, como variações de dose.

Maria Behrens, pesquisadora da Fiocruz, afirma que o produto padroniza o fitoterápico, assegurando eficácia e segurança frente a preparações caseiras sem controle.

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