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DNA mais simples impulsionou maior complexidade nas sociedades de cupins

DNA mais simples impulsiona a socialidade dos cupins: dieta de madeira reduz genes, favorece cooperação e elimina o flagelo dos espermatozoides

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Fotografia da casta reprodutiva de Mastotermees darwiniensis sendo limpa por uma operária (ao centro), com soldados à esquerda e à direita.
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  • Pesquisadores analisaram genomas de oito espécies de barata, incluindo quatro tipos de cupim, e encontraram genomas mais simples nas espécies que se alimentam de madeira.
  • A complexidade social dos cupins surgiu mais pela perda de genes — relacionados a metabolismo, digestão e reprodução — do que pelo ganho de novos genes.
  • O desenvolvimento de diferentes castas depende da nutrição recebida pelas larvas: as mais bem alimentadas viram operárias estéreis; as menos nutridas, quando adultas, tornam-se reis ou rainhas.
  • Os cupins são monogâmicos, com fêmeas que se reproduzem com apenas um macho, princípio já presente nos ancestrais.
  • O estudo aponta que o caminho evolutivo começa com baratas da madeira na era mesozoica, que adotaram a dieta de madeira e deram origem às sociedades de cupins.

A partir de análises de genomas de baratas, pesquisadores investigaram como as sociedades de cupins evoluíram. O estudo compara espécies que se alimentam de madeira com outras baratas, buscando entender por que as colônias ficaram mais complexas com o tempo.

Os cientistas revelam que cupins e baratas de madeira apresentam genomas mais simples do que o restante das baratas. Componentes ligados a metabolismo, digestão e reprodução aparecem ausentes nesses insetos que consomem madeira.

A pesquisa, publicada em 29 de setembro na revista Science, indica que a complexidade social não veio da ampliação genética, e sim da perda de certos genes. A monogamia ancestral aparece como sinal evolutivo relevante nessa leitura.

Evolução genômica e comportamento social

Experimentos mostram que o desenvolvimento de castas depende da nutrição recebida pelas larvas. Nutrição mais alta acelera metabolismo e gera operárias estéreis, enquanto nutrição menor mantém a fertilidade de indivíduos maduros que viram reis ou rainhas.

O estudo enfatiza que a organização social dos cupins envolve cooperação entre indivíduos. Por exemplo, operárias alimentam as ninfas, e soldados defendem a colônia, enquanto a reprodução fica a cargo de reis e rainhas.

Contribuições mostram ainda que a ausência do flagelo nos espermatozoides dos cupins é compatível com uma história de monogamia. A ausência de esse componente sugere corrida reprodutiva sem competição entre machos.

Os resultados apoiam a ideia de que a dieta de madeira favoreceu a simplificação genômica, preparando o caminho para estruturas sociais mais complexas. A pesquisa envolve equipe internacional de cientistas.

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