- Pesquisadores sugerem que coleta de sangue menstrual com faixa/pelho de higiene pode detectar o vírus HPV, causador do câncer cervical, e ser usada em casa.
- Estudo com 3.068 mulheres em Hubei, China, entre 2021 e 2025 comparou sangue menstrual, coleta clínica e coleta de confirmação em laboratório.
- No diagnóstico de CIN2, a sensibilidade do sangue menstrual foi de 94,7%, próxima da coleta clínica, com 92,1%.
- A especificidade do método com absorvente teve menor desempenho, mas a probabilidade de um resultado negativo verdadeiro foi similar entre os métodos; encaminhamentos para mais testes também foram comparáveis.
- Os autores destacam que os resultados são promissores para tornar o rastreamento mais acessível, mas são ainda iniciais e precisam de estudos com grupos maiores e mais diversificados.
O que aconteceu: pesquisadores avaliaram um teste inédito que usa sangue menstrual para detectar o HPV, vírus causador da maioria dos cânceres de colo. O estudo aponta que a amostra pode ser feita em casa, com uma almofada higiênica e uma tira de coleta.
Quem está envolvido: equipe do estudo realizado na província de Hubei, China, com 3.068 mulheres entre 20 e 54 anos, com ciclos regulares. As participantes forneceram três amostras para cada teste.
Quando e onde ocorreu: a coleta ocorreu entre 2021 e 2025, com publicação recente no BMJ, revista médica internacional.
Como funciona e por quê: a ideia é substituir ou complementar o rastreamento atual, que depende de consulta médica e coleta com escova inserida no canal vaginal. A pesquisa busca aumentar adesão ao rastreamento.
Amostras e comparação: cada participante forneceu: sangue menstrual com tira, amostra cervical coletada por clínico e uma amostra adicional para processamento laboratorial.
Resultados principais: a sensibilidade do teste de sangue menstrual para CIN2 ficou em 94,7%, próximo ao teste clínico, com 92,1%. A especificidade foi menor no sangue menstrual, ainda que a probabilidade de resultado negativo verdadeiro tenha sido similar entre métodos.
Implicações técnicas: o estudo indica potencial para ferramenta não invasiva e acessível, especialmente para mulheres com baixo comparecimento a consultas de rastreamento.
Limites e próximos passos: especialistas ressaltam que é um estudo inicial e que é necessária confirmação em grupos maiores e mais diversos para entender aplicação clínica.
Posicionamento de especialistas: a pesquisa foi recebida como pioneira, mas ainda sem aplicações clínicas definidas. A eficácia pode variar conforme população e cenário de rastreamento.
Perspectivas de acesso: autoridades ressaltam que oferecer opções adicionais de rastreamento pode aumentar adesão, especialmente para mulheres que não frequentam consultas regulares.
Observações finais: a pesquisa destaca a possibilidade de ampliar o alcance do rastreamento, mas requer mais estudos antes de integração em rotinas de saúde pública.
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